domingo, 13 de junho de 2010


Introdução a Igreja Ortodoxa

Esse pequeno artigo faz parte da The Orthodox Study Bible e foi traduzido pelo amigo José Lauro Strapason. Apesar de ser bem simples, esse pequeno artigo nos dá um panorama do que é a Igreja Ortodoxa.

Introdução a Igreja Ortodoxa

A publicação da "Bíblia de Estudo Ortodoxa" levanta uma questão: o que é exatamente a Igreja Ortodoxa? Muitas pessoas ouviram da Igreja Ortodoxa Russa, que comemorou seus milésimo aniversário em 1988, ou a Igreja Ortodoxa Grega, que nasceu séculos antes. Mas a Ortodoxia em si-o que é, e quais são suas raízes históricas?

A Igreja no Novo Testamento.


Para responder esta questão, volte as páginas do Novo Testamento, especificamente ao Livro dos Atos dos Apóstolos e o nascimento da Igreja em Pentecostes. Naquele dia o Espírito Santo desceu sobre os Doze Apóstolos e aquelas reunidos na sala mais alta, e pela tarde cerca de três mil almas acreditaram em Cristo e foram batizadas. As Escrituras registram que quando a primeira comunidade cristã começou, "eles preservaram na doutrina dos Apóstolos e no seguimento, na partilha do pão, e nas orações" (Atos 2,42).

De Jerusalém, a fé em Cristo se espalhou por toda a Judéia, para Samaria (Atos 8,5-39), para Antioquia e aos Gentios (Atos 11,19-26). Logo houve novos convertidos e novas igrejas pela Ásia menor e Império romano como registrado nos Atos e nas Epístolas.

A Igreja, é claro, não era simplesmente uma outra organização na sociedade romana. O Senhor Jesus Cristo havia dado a promessa do Espírito Santo para "vos guiar em toda a verdade" (João 16,13) com o cumprimento desta promessa começando em Pentecostes, a Igreja tem mais que um condição meramente institucional. Ela não é uma organização com mistérios, mas um mistério com organização. São Paulo chama a Igreja de "local de morada de Deus pelo Espírito" (Ef. 2,22). A Igreja é um organismo dinâmica, o corpo vivo de Jesus Cristo. Ela causa um impacto indelével no mundo, e os que vivem em Sua vida e fé são pessoalmente transformados.

Mas o Novo Testamento também revela que a Igreja também teve sua quantia de problemas. Nem tudo era perfeito. Algumas pessoas dentro da Igreja mesmo buscaram levar Ela fora do caminho que os apóstolos estabeleceram, e eles tiveram que serem tratados juntos com os erros que eles inventaram. Mesmo comunidades locais inteiras erraram em ocasiões e foram chamadas ao arrependimento. A igreja em Laodicéia é um exemplo vivo (Ap 3,14-22). A disciplina foi administrada pelo amor da pureza na Igreja. Mas houve crescimento e maturação, mesmo a Igreja sendo atacada por dentro e por fora. O mesmo Espírito que lhe deu o nascimento, deu a Ela poder para pureza e correção, e Ela cresceu forte invadindo todo o Império Romano.

Os Primeiros Séculos

Como a Igreja se move das páginas do Novo Testamento e adentro dos séculos seguintes de Sua história, seu crescimento e desenvolvimento pode ser traçado em termos de categorias específicas. A primeira é uma categoria importante para todo o povo cristão: doutrina. Ela manteve a verdade de Deus como dada por Cristo e Seus Apóstolos? Segundo, e quanto ao culto? Existe um caminho claro em que o povo de Deus tem oferecido um sacrifício de louvor e ação de graças a Ele? Terceiro, a respeito do governo da Igreja. Que tipo de política tem a Igreja praticado?

1. Doutrina: Não apenas a Igreja começou sob o ensinamento dos Apóstolos mas Ela também foi instruída para "ficar inabalável e guardar firmemente as tradições que vos foram ensinadas, de viva voz ou por carta" (2Ts 2,15). O Apóstolo Paulo insistiu que aquelas dadas por ele e por seus colegas apóstolos, tanto pessoalmente como em escrito que haveriam de serem chamadas de Novo Testamento, fossem aderidas com cuidado. Assim seguindo tais avisos apropriados como "em nome de nosso Senhor Jesus Cristo... retirai-vos de todo irmão que anda desordenadamente, e não de acordo com a tradição que ele recebeu de nós" (2 Ts 3,6).

As doutrinas ensinadas por Cristo e Seus discípulos são para serem salvaguardadas pela "Igreja do Deus vivo, a coluna e sustentáculo da verdade" (1 Tm 3,15) e não estão abertas para renegociação. E a Igreja ainda era jovem quando um modo foi encontrado para providenciar esta salvaguarda.

Pela metade do primeiro século, uma disputa se levanta em Antioquia sobre a aderência das leis do Antigo Testamento. A matéria não podia ser resolvida lá (Antioquia); ajuda de fora foi necessária. Os líderes da Igreja de Antioquia, a comunidade que havia primeiramente despachado Paulo e Barnabé como missionários, trouxe a matéria à Jerusalém para ser considerada pelos apóstolos e anciãos lá. A matéria foi discutida, debatida, e uma decisão escrita foi dada para o futuro.

Tiago, irmão do Senhor e primeiro bispo de Jerusalém, avançou a solução do problema. Esta determinação, concordada por todos no que é conhecido como Concílio (Apostólico) de Jerusalém (At 15,1-35), fixou o padrão o uso dos concílios da Igreja nos séculos vindouros para resolver as questões doutrinárias e morais que aparecem. Assim, pela história da Igreja, nós achamos contagens de tais concílios em vários níveis para resolver matérias de disputa e para tratar com aqueles que não aderiam a fé apostólica.

Os primeiros três séculos da história cristã foram também marcados pela aparição de certas heresias ou ensinamentos falsos tais como esquemas filosóficos secretos para a elite (Gnosticismo), deslumbrantes aberrações proféticas (Montanismo) e graves erros a respeito das Três Pessoas da Trindade (Sabelianismo). Então, no inicio do quarto século, uma heresia com potencial para um largo rompimento na Igreja apareceu, propagada por um tal de Ario, um padre em Alexandria, Egito. Ele negou a eternidade do Filho de Deus, clamando contrariamente a doutrina dos apóstolos que o Filho era uma criatura que veio a existência num dado momento do tempo, sendo assim não era o verdadeiro Deus.

Este erro mortal atingiu a Igreja como um câncer. Tumulto se espalhou quase em toda parte. O primeiro grande Concílio da Igreja, ou Ecumênico, se reuniu em Nicéia em 325 para tratar deste assunto. Alguns 318 bispos, juntos com muitos padres, diáconos, e leigos rejeitaram o novo ensinamento de Ario e seus associados, mantendo a doutrina dos apóstolos de Cristo, afirmando a eternidade do Filho de Deus e Sua consubstancialidade com o Pai. Sua proclamação do ensino apostólico a respeito de Cristo incluiu um Credo, que, com as adições a respeito do Espírito Santo feitas em 381 no Concílio de Constantinopla, forma o documento conhecido hoje como o Credo Niceno.

Entre os anos 325 e 787, sete tais grandes conclaves da Igreja ocorreram, se reunindo nas cidades de Nicéia, Éfeso, Calcedônia e Constantinopla. Conhecidos como os Sete Concílios Ecumênicos, todos trataram primeiramente e principalmente com alguns específicos desafios ao ensinamento apostólico a respeito de Jesus Cristo. O Terceiro Concílio Ecumênico (431), por exemplo, condenou os Nestorianos-aqueles que dividiriam Cristo em duas pessoas, uma humana e a outra divina. Os Nestorianos estavam concentrados na Pérsia e para o oriente, e quando alguns dos bispos nestorianos não aceitaram a decisão do Concílio, a Igreja experimentou seu primeiro cisma territorial. Evangelisticamente ativa, os Nestorianos formaram comunidades na Arábia, Índia e tão longe quanto a China. Um remanescente ainda existe precariamente no Curdistão, Iraque, Síria e nos Estados Unidos.

Entre as matérias tratadas pelo Quarto Concílio Ecumênico (451) estava a heresia dos Monofisitas, que clamaram que havia apenas uma natureza em Cristo. Alguns clamaram que as duas naturezas de Cristo estavam unidas em uma, fazendo Ele nem Deus nem homem. Outros acreditaram que a natureza divina tinha engolido a natureza humana, e ainda outros Monofisitas acreditaram que o Filho havia deixado Sua natureza divina para trás quando se tornou homem.

A Igreja Monofisita ainda existe na Síria, Armênia, e Egito. Existem, entretanto, novidades encorajadoras porque as igrejas que partiram após o Concílio trabalharam num acordo com a Igreja Ortodoxa, satisfazendo os teólogos ortodoxos com sua correção de doutrina. Conseqüentemente, uma ruptura de cerca de 1500 anos está na beira de ser curada.

Pelos primeiros mil anos da história cristã, a Igreja inteira, salvo pelos hereges, abraçou e defendeu a fé apostólica do Novo Testamento. Não houve divisão conseqüente. Esta unica fé foi preservada através dos julgamentos, ataques e testes, esta doutrina apostólica é chamada de "a Fé Ortodoxa".

2. Culto: A pureza doutrinal foi tenaciosamente mantida, mas a verdadeira cristandade é muito mais do que apenas a adesão a um conjunto correto de crenças. A vida da Igreja é é centralmente expressa em seu culto e adoração de Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Jesus mesmo disse a mulher ao poço, "esta chegando a hora, e é agora, que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, porque o Pai busca tal tipo de adoradores" (Jo 4, 23)

Na ultima ceia, Jesus instituiu a Eucaristia, o serviço da comunhão quando Ele tomou pão e vinho, deu a benção e disse aos Seus discípulos "Este é meu corpo que é dado por vós, fazei isto em memória de Mim" e "Este cálice é o Novo Testamento em Meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22;19,20). A Igreja participou na comunhão ao menos a cada dia do senhor (At 20,7;11). De fontes do primeiro e segundo século tais como a Didaqué, as cartas de Santo Inácio de Antioquia e os escritos de São Justino Mártir, nós temos certeza que a Eucaristia é o exato centro da adoração cristã da era apostólica em diante.

Também, assim como a Lei, os Salmos, e os Provérbios eram lidos no culto no templo e nas sinagogas em Israel, assim a Igreja deu imediatamente alta prioridade a leitura publica da escritura em seu culto, assim como a ceia eucarística.

Mesmo antes da metade do primeiro século, o culto cristão foi conhecido com o termo liturgia que literalmente significa "o trabalho comum" ou "o trabalho do povo". A antiga liturgia de culto da Igreja era composta era composta de duas partes essenciais: (1) A liturgia da palavra, incluindo hinos, leitura das Escrituras, e pregações e (2) a liturgia dos fiéis, composta de orações de intercessão, o beijo da paz, e a Eucaristia. Desde virtualmente o inicio, o culto cristão tem uma forma definida que continua até o dia de hoje.

Cristãos modernos que defendem liberdade da liturgia no culto ficam algumas vezes surpresos ao saber que a espontaneidade nunca foi a pratica na Igreja antiga! Uma forma básica do culto cristão foi observada desde o inicio, e, a medida que a Igreja cresceu e amadureceu, a liturgia amadureceu também. Hinos, leitura das Escrituras, e orações foram entrelaçados na fundação básica. Uma clara, propositada procissão pelo ano foi estabelecida que marcou e uniu em palavra, canto e oração o nascimento, ministério, morte, Ressurreição, e Ascensão do Senhor Jesus Cristo, e santificou aspectos cruciais da vida e experiência cristã. A vida cristã era vivida em realidade no culto da Igreja. Muito longe de ser apenas uma rotina chata, o culto ritual da Igreja histórica participou no drama desdobrante das riquezas e mistérios próprio Evangelho!

Mais ainda, marcos específicos em nossa salvação e caminhada com Cristo foram celebrados e santificados. Batismo e a unção com o óleo, ou crisma, estavam lá desde o inicio. Matrimônio, cura, confissão dos pecados, e ordenação ao ministério do Evangelho são outros ritos primitivos na Igreja. Em cada uma destas ocasiões os cristãos entenderam que em um grande mistério, graça e poder de Deus estavam sendo dados de acordo com as necessidades individuais de cada pessoa. A Igreja viu estes eventos como momentos santos em sua vida e os chamou de mistérios ou sacramentos.

3. Governo:


Ninguém seriamente questiona se os Apóstolos de Cristo governaram a Igreja em seu começo. Foi lhes dado o mandamento de pregar o Evangelho (Mt 28,19-20) e a autoridade para perdoar ou manter os pecados (Jo 20,23). A missão deles não era de modo algum de pregação! Eles construíram a Igreja sob a liderança de Cristo. Para governar ela, ofícios definidos e permanentes, como ensinado no Novo Testamento, estavam em evidência.

a. O ofício do bispo: Os próprios apóstolos foram os primeiros bispos na Igreja. Mesmo antes de Pentecostes, após Judas se tornar traidor, Pedro declarou aplicando o Salmo 109,8 "Que outro pegue seu ofício" (Atos 1,20). Isto se refere, obviamente, ao ofício de bispo.

Alguns erroneamente argumentaram que o ofício de bispo uma invenção posterior. Muito ao contrário, os apóstolos eram eles mesmos bispos, e apontaram bispos para sucederem eles para levar a Igreja em cada localidade.

Ocasionalmente, a objeção ainda é ouvida que o ofício de bispo e presbítero eram originalmente idênticos. Os termos são usados ao mesmo tempo no Novo Testamento enquanto os apóstolos estavam presentes, com um bispo sendo o ancião presidindo uma igreja local. Após a morte dos apóstolos, os ofícios de bispo e presbítero se tornaram distintos pela Igreja. Inácio de Antioquia, consagrado bispo pelo ano 70AD na Igreja em que Paulo e Barnabé foram enviados, escreve logo após a virada do século que bispos apontados pelos apóstolos, rodeados por seus presbíteros, estavam por toda parte na Igreja.

b. O ofício do presbítero: Anciãos e presbíteros são mencionados bem no inicio na vida da Igreja nos Atos e nas Epístolas. Evidentemente em cada lugar em que uma comunidade cristã se desenvolveu, anciãos foram apontados pelos apóstolos para pastorear o povo.

Na medida em que o tempo passou, os presbíteros passaram a serem designados na forma curta da palavra como "padres", ao invés de "sacerdotes" (N.T. "prests" e "priests" no original), na completa visão do fato que o sacerdócio da Antiga Aliança havia sido completado em Cristo e que a Igreja é corporalmente um sacerdócio de crentes. O padre não foi entendido como um intermediário entre Deus e o povo e nem um dispenseiro de graça. O papel do padre era ser a presença de Cristo na comunidade cristã, e na exata capacidade de ser a presença do Pastor Chefe, o padre estava para guardar o povo de Deus.

c. O ofício do diácono: O terceiro grau de ordem ou ofício no governo da Igreja do Novo Testamento era o diácono. Primeiramente os apóstolos preenchiam esta tarefa eles mesmos, mas com o rápido crescimento da Igreja, sete diáconos iniciais foram selecionados (Atos 6,1-7) para ajudar a manter a responsabilidade do serviço aos necessitados. Um dos diáconos, Estevão, se tornou o primeiro mártir da Igreja.

Através dos séculos, os diáconos não serviram apenas as necessidades materiais da Igreja mas tiveram um papel vital na vida litúrgica da Igreja também. Freqüentemente chamados os "olhos e ouvidos do bispo", muitos diáconos se tornaram padres e por ultimo entraram no ofício episcopal.

A autoridade do bispo, padre e diácono não foi no passado entendida entendida como estando separada do povo mas sempre entre o povo. Por sua vez o povo de Deus foi chamado a se submeter a aqueles que governavam sobre eles (Hb 13,17), e eles também foram chamados para darem sua concordância à direção dos líderes da Igreja. Em um número de ocasiões da história, este "Amém" não foi imediato, e os bispos da Igreja tomaram nota e mudaram de curso. Mais tarde na história, muitos líderes da Igreja deixaram o antigo modelo e usurparam autoridade para si mesmos. No meio de alguns, isto levou o modelo ancião a ser questionado, mas o problema não estava no modelo. Estava no desvio.

Também foi o ministério dos apóstolos que trouxe o povo de Deus junto como laicado. Longe de ser apenas observadores, o laicado é vital na efetividade da Igreja. Eles são os recipientes e usuários ativos dos dons e graças do Espírito. Cada membro do laicado tem um papel na vida e função da Igreja. Cada um deve suprir alguma coisa ao todo (1 Cor 12,7). A responsabilidade dos bispos, dos padres, e diáconos é ter certeza que isto é uma realidade para os leigos.

O culto da Igreja no fim de seus primeiros mil anos tinha substancialmente a mesma forma de lugar para lugar. A doutrina era a mesma. A Igreja toda confessava um Credo, o mesmo em toda parte, e havia resistido a muitos ataques. O governo da Igreja era reconhecido em toda parte, e esta Igreja Una era a Igreja Ortodoxa.

Desentendimentos entre Ocidente e Oriente

Tensões começaram a se amontoar na medida em que o primeiro milênio encerrava. Enquanto numerosos fatores doutrinários, políticos, econômicos e culturais estavam trabalhando para separar a Igreja numa divisão Oriente-Ocidente, dois maiores assuntos emergiram sobre os outros: (1) que um homem, o Papa de Roma, considerou a si mesmo o bispo universal da Igreja e (2) a adição de uma cláusula nova ao credo da Igreja.

1. O Papado: Entre os Doze, São Pedro foi desde o início reconhecido como o líder. Ele foi o porta voz dos Doze antes e depois de Pentecostes. Ele foi o primeiro bispo de Antioquia e depois bispo de Roma. Ninguém duvida de seu papel.

Após a morte dos apóstolos, na medida que a liderança na Igreja se desenvolveu, o bispo de Roma veio a ser reconhecido como primeiro em honra, apesar de todos os bispos serem iguais. Mas após cerca de trezentos anos, o bispo de Roma vagarosamente começou a assumir um papel de superioridade sobre os outros, por ultimo clamando ser o único verdadeiro sucessor de Pedro. A vasta maioria dos outros bispos da Igreja nunca questionou a primazia de honra de Roma, mas eles patentemente rejeitaram os clamores do bispo de Roma de ser a cabeça universal da Igreja na terra. Esta suposição do poder papal se tornou um fator maior em separar a Igreja Romana, e todos os que ela pode reunir com ela, da Igreja Ortodoxa histórica.

2. A Adição ao Credo: Um desentendimento a respeito do Espírito Santo também começou a se desenvolver na Igreja. O Espírito Santo procede do Pai? Ou Ele procede do Pai e do Filho?

Nosso Senhor Jesus Cristo ensina, "Mas quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim" (Jo 15,26). Esta é a declaração básica no Novo Testamento a respeito da "procedência" do Espírito Santo, e é claro: Ele "procede do Pai". Assim, quando o antigo Concílio em Constantinopla (381) reafirmando o Credo de Nicéia (325), expandiu aquele Credo proclamando estas palavras familiares: "E no Espírito Santo, o Senhor Vivificante, Que procede do Pai, Que é adorado e glorificado junto com o Pai e o Filho...".

Duzentos anos depois, entretanto, em um concílio local em Toledo, Espanha, (589), o Rei Ricardo declarou, "O Espírito Santo também deve ser confessado e ensinado por nós procedendo do Pai e do Filho." O rei pode ter tentado dizer bem, mas ele estava contradizendo o ensinamento de Jesus, confessado pela Igreja inteira, a respeito do Espírito Santo. Infelizmente, o concílio local espanhol concordou com este erro, e, séculos depois, na quilo que foi ao menos parcialmente um um movimento motivado politicamente, o papa de Roma unilateralmente alterou o Credo universal da Igreja sem um concílio ecumênico. Apesar desta mudança ter sido inicialmente rejeitada tanto no oriente como no ocidente mesmo pelos bispos vizinhos mais próximos do papa, o papa conseguiu eventualmente que todo o ocidente capitulasse. A conseqüência, é claro, na Igreja do Ocidente foi a tendência de relegar o Espírito Santo a um lugar menor do que Deus o Pai e Deus o Filho. A mudança pode parecer pequena, mas as conseqüências se mostraram desastrosamente imensas. Este assunto, com o Papa partindo da doutrina Ortodoxa da Igreja, se tornou outra causa instrumental separando a Igreja Romana da Igreja Ortodoxa histórica, a Igreja do Novo Testamento.

O Grande Cisma

Conflito entre o Papa de Roma e o Oriente montado-especialmente nas atitudes do papa com o bispo, ou patriarca de Constantinopla. O papa indo mesmo muito longe ao ponto de clamar a autoridade para decidir quem deveria ser o patriarca de Constantinopla em notável violação de precedente histórico. Não mais operando dentro do governo da Igreja do Novo Testamento, o papa pareceu estar procurando por meios políticos trazer toda a Igreja sob seu domínio.

Intrigas bizarras se seguiram, uma atrás da outra, como uma série de papas romanos procurando este firme objetivo de tentar controlar toda a cristandade. Talvez o incidente mais incrível destes esquemas políticos, religiosos, e até mesmo militares ocorreu no ano 1054. Um cardeal, mandando pelo papa, deixou um documento no altar da Igreja de Santa Sofia em Constantinopla durante a oração dominical, excomungando o Patriarca de Constantinopla da Igreja.

O papa, é claro, não tinha direito legitimo de fazer isto, mas as repercussões foram assombrosas. Alguns capítulos escuros da história da Igreja foram escritos durante as décadas seguintes. A conseqüência ultima das ações do papa foi que toda a Igreja Católica Romana terminou separada da fé do Novo Testamento da Cristandade ortodoxa. O cisma nunca foi curado.

A medida que os séculos passaram, os conflitos continuaram. Tentativas de reunião falharam e a Igreja Romana se afastou mais ainda de suas raízes históricas.

Mais Divisões no Ocidente.

Durante os séculos posteriores a 1054, a crescente distinção entre oriente e ocidente se tornou uma marca permanente na história. A Igreja oriental manteve a completeza da fé, do culto e da prática do Novo Testamento. A Igreja ocidental ou romana se atolou em muitos problemas complexos. Então, menos de cinco séculos após Roma se comprometer com sua alteração unilateral de doutrina e prática, um outro motim ocorreu-desta vez dentro dos portões ocidentais.

Apesar que muitos no ocidente haviam falado contra a prática e dominação romana no começo, agora um monge alemão pouco conhecido chamado Martinho Lutero inadevertidamente lançou um ataque contra certas práticas Católico Romanas que terminou afetando a história mundial. Sua lista de Noventa e Cinco teses foi pregada na porta da igreja em Wittenberg em 1517, sinalizando o inicio do que haveria de ser chamado a Reforma Protestante. Lutero não intencionou rompimento com Roma, mas ele não pode ser reconciliado ao seu sistema papal de governo como bem outras questões de doutrina. Ele foi excomungado em 1521, e a porta para a unidade futura no ocidente fechou batendo com um ressoante estrondo.

As reformas que Lutero buscou na Alemanha foi logo acompanhada pelas demandas de Ulrich Zwingli em Zurique, John Calvin em Genebra, e centenas de outros por toda a europa ocidental. Abastecido por fatores políticos, sociais e econômicos complexos em adição em adição aos problemas religiosos, a Reforma espalhou como um fogo furioso virtualmente em cada canto e buraco da Igreja Romana. O monopólio eclesiástico ao qual ela havia crescido acostumada foi grandemente diminuído, e massiva divisão substituiu a unidade. O efeito continuo daquela divisão aparece mesmo hoje na medida em que o movimento Protestante continua se dividindo.

Se os problemas no continente europeu já não eram suficientes, a Igreja da Inglaterra estava no processo de seguir seu próprio caminho de igual forma. Henrique VIII, entre seus problemas matrimôniais, substituiu o papa de Roma por si mesmo como cabeça da Igreja da Inglaterra. Por apenas os poucos curtos anos em que Maria estava no trono o papa novamente teve uma ascendência na Inglaterra. Elisabete I retornou a Inglaterra ao Protestantismo, e a Igreja da Inglaterra experimentaria logo ainda mais divisões.

A medida que décadas passavam no ocidente, os ramos do Protestantismo continuaram a se dividir. Houve mesmo ramos que insistiram que eles não eram nem Protestantes nem Católicos Romanos. Todos pareceram compartilhar um desgosto pelo bispo de Roma e as práticas de sua igreja, e a maioria quis uma forma menos centralizada de liderança. Enquanto alguns, como os luteranos e anglicanos, mantiveram certas formas de liturgia e sacramentos, outros, tais como as igrejas reformadas e os ainda mais radicais anabatistas e seus descendentes, questionaram e rejeitaram muitas idéias bíblicas de hierarquia, sacramento, tradição histórica, pensando que estavam se libertando apenas do Catolicismo romano. Até hoje, muitos modernos e sinceros cristãos professos irão rejeitar mesmo os os dados bíblicos que falam da prática histórica cristã, simplesmente porque eles pensam que tais práticas são "Católico romanas". Para usar um velho provérbio, eles lançaram o bebe fora com a água do banho sem mesmo se perceberem disto.

Assim, embora mantendo em graus variados porções da fundação da cristandade, nem o Protestantismo nem o Catolicismo pode reivindicar o ser a verdadeira Igreja do Novo Testamento. Ao se separar da Cristandade ortodoxa, Roma perdeu seu lugar na Igreja do Novo Testamento. Nas divisões da reforma, os Protestantes--como bem--significando como se eles estivesse estado--fracassaram em retornar a Igreja do Novo Testamento.

A Igreja Ortodoxa Hoje




Aquela Igreja original, a Igreja de Pedro, Paulo, e dos outros apóstolos-apesar de perseguição, opressão política, e deserção em certos de seus flancos-miraculosamente mantem hoje a mesma fé e forma de vida da Igreja do Novo Testamento. Admitidamente, o estilo da Ortodoxia parece complicado para o olho protestante moderno, mas dado um entendimento histórico de como a Igreja progrediu, poderá ser visto que a simples fé dos apóstolos centrada no Cristo é completamente preservada em suas doutrinas, práticas, serviços, e mesmo em sua arquitetura.

Na Ortodoxia hoje, na medida que os anos passam, as bases da doutrina cristã, culto, e governo nunca estão sujeitos a alteração. Alguém não pode ser um padre ortodoxo, por exemplo, e rejeitar a divindade de Cristo, Seu nascimento virginal, Ressurreição, Ascensão aos céus, e Segunda vinda. A Igreja simplesmente não deixou seu curso por cerca de dois mil anos. Ela é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.

A Ortodoxia é também, nas palavras de um de seus bispos, "o segredo mais bem guardado na América". Apesar de haver mais de 225 milhões de cristãos ortodoxos no mundo hoje, muitos no ocidente não são familiares com a Igreja. Na América do Norte, por exemplo, a Igreja Ortodoxa tem, até recentemente, sido largamente restrita por vínculos étnicos, não espalhando muito além das paróquias de comunidades de imigrantes que trouxeram a Igreja para as costas deste continente.

Ainda, o Espírito Santo continuou Seu trabalho, fazendo com que novas pessoas descobrissem esta Igreja do Novo Testamento. As pessoas começaram a descobrir a cristandade ortodoxa através dos escritos dos Padres da Igreja antiga e através dos humildes testemunhos dos cristãos ortodoxos contemporâneos. Um número significante de evangélicos, episcopais, e principalmente protestantes estão se tornando ortodoxos e grupos de estudantes ortodoxos estão se espalhando em diversos campi pelo mundo afora. A palavra está se espalhando a fora.

O que, então, é a Igreja Ortodoxa? Ela é a primeira Igreja Cristã na história, a Igreja fundada pelo Senhor Jesus Cristo, descrita nas páginas do Novo Testamento. Sua história pode ser traçada continuamente sem quebra para trás até Cristo e Seus Doze Apóstolos.

O que falta nas igrejas não ortodoxas--mesmo na melhor delas? Completeza. Porque a completeza da fé do Novo Testamento só é encontrada na Igreja do Novo Testamento. Estar na Igreja não garante que todos nela irão tomar vantagem da completeza da fé, mas que a completeza está lá para aqueles que o fizerem.

Para as pessoas que seriamente desejam a completeza do Cristianismo Ortodoxo, uma ação precisa ser tomada. Ter consciência desta Igreja anciã não é o suficiente. Precisa haver um retorno para esta Igreja do Novo Testamento. Em nossos dias muitas pessoas tomaram grande tempo para investigar e decidir a respeito da fé católica romana, da batista, da luterana, e assim por diante, mas relativamente poucos consideraram seriamente a Igreja Ortodoxa. Três sugestões especificas irão providenciar à aqueles interessados com meios tangíveis de se tornarem familiarizados com a cristandade ortodoxa de forma pessoal.

1. Visite: Procure por "Ortodoxa" ou "Ortodoxa Grega, Antioquina, Russa, etc" (1) na seção "Igrejas" das páginas amarelas ou pergunte a um vizinho onde fica a paróquia ortodoxa mais perto. Faça uma visita--diversas visitas. Encontre o padre, e peça a ele para o ajudar a estudar e aprender. E esteja preparado para exercitar sua paciência--as vezes uma porção da liturgia não é em português (2)! O livrinho da missa no banco irá ajudar.

N.T. (1) "Eastern Orthodox" no original. (2) Inglês no original. (3) No Brasil, você encontra endereços de paróquias ortodoxas canônicas no seguinte site:

http://www.ecclesia.com.br/igreja_ortodoxa/diretorio.html

2. Leia: Existe um bom número de livros e periódicos imensamente úteis para as pessoas procurando aprender a respeito da Igreja Ortodoxa. "The Orthodox Church" de KALLISTOS (Timothy) Ware (Penguin); For the Fife of the World de Alexander Schmemann (St. Vladimir Seminary Press); The Apostolic Fathers editado por N. Sparks (Light and Life Publishers), Becoming Orthodox por Peter E. Gilquist, e Divine Energy por Jon E. Braun e AGAIN Magazine (ambos pela Conciliar Press).

N.T. Infelizmente em português ainda não existe literatura impressa disponível (existem algumas publicadas pela Igreja Sérvia no Brasil). Mas existe material razoável na internet como em alguns blogs (existe uma lista de blogs que recomendo que coloquei na barra lateral) e em páginas como:

http://www.fatheralexander.org/

http://www.ecclesia.com.br/

3. Escreva: As pessoas na Conciliar Express (P.O. Box 76, Ben Lomond, CA 95005-0076) tem voluntariamente respondido as questões a respeito da Igreja Ortodoxa dos leitores da Bíblia de Estudos Ortodoxa e sugerido leitura adicional. Mande seu nome e endereço com um pedido de informação.

N.T. Em português sugiro a participação no orkut, facebook ou então em fóruns citados abaixo:

Apologética da Igreja Ortodoxa
Cristãos Ortodoxos no Brasil
Cristãos Ortodoxos no Brasil

A Ortodoxia Brasil

Em um dia, quando os cristãos estão percebendo novamente a centralidade e importância do culto, da Igreja como corpo de Cristo, e a necessidade de preservar a verdadeira fé cristã, as portas da Ortodoxia estão amplamente abertas. O convite é estendido para "vinde e vede". Examine sua Fé, seu culto, sua história, seu compromisso com o Cristo, seu amor para com Deus o Pai, e sua comunhão com o Espírito Santo.

Por dois mil anos a Igreja Ortodoxa tem, por misericórdia de Deus, mantida a fé dada aos santos. Dentro de suas paredes se encontra a completeza da Salvação que foi percebida quando "Deus amou o mundo de tal maneira que entregou Seu Unico Filho para que todo aquele que crê Nele não pereça mas tenha a vida eterna" (Jo 3,16).

sábado, 12 de junho de 2010

Cristianismo e Budismo

A Igreja Ortodoxa e as religiões orientais

Um padre cristão ortodoxo me contou que seu filho de 26 anos tomara a decisão de sair de casa e se mudar para um mosteiro budista. O padre estava desconsolado. Afinal, a Ortodoxia não era algo estranho para seu filho, nem mesmo a tradição monástica, pois o rapaz já havia visitado e se hospedado em mosteiros ortodoxos por diversas vezes. Até mesmo na Santa Montanha o rapaz esteve, por dois meses seguidos.

A transferência desse rapaz para uma tradição religiosa oriental não-cristã não é um fato isolado. As religiões orientais estão crescendo bastante na América do Norte e, hoje, representam uma força competitiva real na vida religiosa. O Budismo é atualmente o quarto maior grupo religioso dos EUA, com aproximadamente 2,5 a 3 milhões de adeptos, dos quais uns 800 mil são de americanos "convertidos". Nos EUA, há mais budistas do que cristãos ortodoxos. O Dalai Lama (líder de uma das seitas budistas tibetanas) é uma das pessoas mais reconhecidas e admiradas do mundo e, sem dúvida, é muito mais conhecido do que qualquer hierarca cristão ortodoxo. Dê uma olhada na seção de revistas da Borders ou da Barnes & Noble. Você vai encontrar mais revistas com nomes como Shambala Sun e Buddhadharma do que revistas cristãs.

Além de perder buscadores para as tradições orientais não-cristãs (muitos dos quais são jovens), a metafísica oriental infiltrou-se na cultura ocidental sem que ninguém notasse. Por exemplo, quantas vezes você já ouviu frases como "você tem um bom karma"? Karma é um termo hindu que tem a ver com as conseqüências do que você fez em vidas passadas (reencarnação). Eles estão sendo mais eficazes em "evangelizar" nossa cultura do que nós, cristãos ortodoxos.

O Senhor foi muito claro quando disse para que em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações (Lucas 24:47). O número de budistas (entre os quais há muitas seitas) e hindus cresce a olhos vistos na América -- nas salas de aula, nos campos de futebol, nos shopping centers. Eles representam um "campo missionário" em potencial para a Igreja Ortodoxa nos EUA. Infelizmente, com raras exceções, como as obras do Hieromonge Damasceno [Christensen] e de Kyriakos S. Markides, nós não estamos falando a essa gente.

Pois eu lhes digo, como ex-hindu e discípulo de um famoso guru, que o Cristianismo Ortodoxo tem muito mais a ver com as tradições orientais não-cristãs do que qualquer outra confissão cristã. O fato é que os protestantes tentam evangelizar os buscadores orientais e a emenda acaba saindo pior do que o soneto. A abordagem que eles adotam é culturalmente ocidental, racionalista e jurídico-legalista, e eles pouco ou nada entendem dos paradigmas e da linguagem espiritual dos buscadores dessas tradições orientais.

Os budistas e hindus compartilham três "princípios metafísicos fundamentais":

1. Há uma realidade "supra-natural" que subsume e pervade o mundo fenomênico. Tal Realidade Suprema não é pessoal, mas transpessoal. Deus, ou a Realidade Suprema, é, em última instância, uma "consciência pura", desprovida de atributos.

2. A alma humana é consubstancial com essa Realidade Suprema. A natureza humana inteira é, em essência, divina. Segundo essas tradições, Cristo ou Buda não são salvadores, mas são apenas paradigmas de auto-realização, o objetivo de toda a humanidade.

3. A existência é fundamentalmente uma unidade (monismo). A criação não é aquilo que parece a olho nu. Em essência, ela é "ilusória", "irreal" e "impermanente". Há um grau de ser (pense no "campo quântico" da Física.) que unifica todos os seres e do qual e no qual tudo pode ser reduzido.

O que esta metafísca tem em comum com a fé cristã ortodoxa? Não muito, à primeira vista. Mas acontece que, nas tradições orientais não-cristãs, o conhecimento não é apenas um desenvolvimento teológico ou a disseminação de uma doutrina metafísica. Eis um dos pricipais problemas que os cristãos ocidentais enfrentam quando tentam se comunicar com os buscadores orientais. As religiões orientais jamais são teóricas ou doutrinais. Elas têm mais a ver com o esforço para se libertar do sofrimento e da morte. Essa ênfase "existencial" é o primeiro ponto em comum com a Ortodoxia, pois a Ortodoxia, em sua essência, enfatiza o aspecto transformacional.

O segundo ponto em comum da fé ortodoxa com os budistas e hindus é o estado corrupto da humanidade e da consciência humana. O objetivo da vida cristã, segundo os Padres da Igreja, é sair desse estado "sub-natural" ou "caído" em que estamos (sujeitos à morte) para um estado "natural" ou "segundo a natureza", à imagem (de Deus), e, em última instância, a um estado "supra-natural" ou "sobre-natural", à semelhança (de Deus). Segundo a doutrina dos Santos Padres, os estágios da vida espiritual são a purificação (metanoia), iluminação (theoria) e deificação (theosis). Tal paradigma de formação e transformação espiritual é, na Cristandade, exclusivo da prática cristã ortodoxa. Embora não concordemos com budistas e hindus a respeito do que é "iluminação" e "deificação", estamos de acordo no que tange o diagnóstico básico da condição humana decaída. Certa vez, eu disse a um budista tibetano praticante que "estamos de acordo quanto à doença (da condição humana); nós só discordamos quanto à cura".

A Ortodoxia -- especialmente a tradição hesicasta (contemplativa) -- ensina que o "conhecimento espiritual" pressupõe um noûs "purificado", "desperto", que é o "eu" interior da alma. Para os cristãos ortodoxos, o verdadeiro teólogo não é aquele que simplesmente sabe a doutrina, em termos intelectuais ou acadêmicos, mas é aquele que conhece Deus, ou os princípios ou essências interiores das coisas criadas, mediante a apreensão direta ou percepção espiritual. Segundo um famoso teólogo ortodoxo, "Quando o noûs está iluminado, isso significa que ele está recebendo a energia de Deus, a qual o ilumina...". Tal idéia soa bem aos ouvidos dos buscadores orientais que se esforçam em experimentar -- mediante ascese não-cristã ou métodos ocultistas -- a iluminação espiritual. A maioria dos buscadores orientais não está ciente de que a iluminação espiritual profunda, a qual nossa tradição hesicasta chama de theoria, exista em um contexto cristão.

O dhamma (prática) budista e hindu enfatiza a cessação do desejo como parte de sua ascese espiritual, a qual é necessária para apagar as paixões. A tradição da Igreja ensina a apatheia, ou desapego, como o meio para compater as paixões decaídas. Os métodos de meditação hindu e budista ensinam a "quietude". A palavra hesychia, na tradição cristã -- a raiz da palavra hesicasmo --, significa exatamente "quietude". Em especial, o Budismo ensina a "plena atenção". A tradição cristã ensina a "vigilância", para que não incorramos em tentações. Os hindus e budistas entendem que não é sábio viver para esta vida, mas sim se esforçar para a vida futura. Nós, ortodoxos, concordamos plenamente. Os americanos que se "convertem" ao Budismo ou ao Hinduísmo são freqüentemente pessoas que se esforçam para aprender línguas e culturas estrangeiras (sânscrito, tibetano, japonês) e sair de suas "zonas de conforto". Os convertidos à Igreja Ortodoxa também são assim. Algumas seitas budistas e hindus possuem formas complexas de "liturgia", as quais incluem cânticos, prostrações e venerações de ícones. O Budismo Tibetano, em particular, confere grande honra aos seus ascetas, relíquias e "santos".

A principal diferença no que tange a experiência espiritual está naquilo que as tradições orientais não-cristãs chamam de "iluminação espiritual" ou "consicência primordial" -- alcançada mediante contemplação profunda (Moksha, Samadhi) --, pois a tradição cristã ortodoxa chama isso de "auto-contemplação". O Arquimandrita Sofrônio (Sakharov) era um grande especialista em yoga (união) antes de se tornar hesicasta e discípulo de São Silvano da Santa Montanha. Eis o que ele disse, a partir de sua experiência pessoal: "Toda contemplação alcançada por estes meios (yoga etc.) é auto-contemplação, e não contemplação de Deus. Em tais circunstâncias, o que se revela a nós é a beleza criada, mas não o Primeiro Ser. Neste contexto, não há salvação para o homem". Clemente de Alexandria, há dois mil anos, escreveu que os filósofos pré-cristãos freqüentemente encontravam-se inspirados por Deus, mas que mesmo assim os cristãos deveriam tomar cuidado com o que aprendiam deles.

É verdade, portanto, que os buscadores orientais podem, mediante ascese ou disciplinas contemplativas, experienciar níveis profundos de beleza criada, ou ser criado, ou dimensões paranormais, até mesmo o "não-ser" do qual somos formados: mas isto não é a Vida Incriada. Será que são essas experiências que os buscadores orientais estão procurando? Esta é a pergunta-chave. Somente a Igreja Ortodoxa poderá, mediante os mistérios deificantes, levá-los à província da Vida Incriada. De todas a confissões cristãs, somente na Igreja Ortodoxa os buscadores orientais aprenderão que há mais na "salvação" do que apenas remissão de pecados e justiça divina. Eles serão levados a participar na energias incriadas de Deus e, por meio delas, serem participantes da natureza divina [II Pedro 1:4]. Enquanto membros do Corpo de Cristo, eles se juntarão ao processo deificante e, aos poucos, serão transformados na semelhança de Deus. A deificação está disponível a todos que ingressam na Santa Igreja Ortodoxa, são batizados (é o começo do processo deificante) e participam dos santos mistérios. Não é algo que está disponível apenas aos monges, ascetas e atletas espirituais.

A Ortodoxia tem muito a compartilhar com os buscadores orientais. Vida e morte estão à prêmio nesta vida, não nas milhões de vidas que os buscadores orientais pensam que têm. Conforme alertou o Apóstolo Paulo: Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9:27).

Que Deus nos conceda a sabedoria para estendermos a mão e compartilharmos a "luz verdadeira" da santa fé ortodoxa com os buscadores das tradições espirituais orientais.

Fonte: Kevin Allen.

Foto: Catedral Ortodoxa de Santa Sofia, Harbin, China.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

An Orthodox Comment on the Decline of Anglicanism


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An Orthodox Comment on the Decline of Anglicanism:
The Path to R.O.M.E., R.O.M.A. and R.O.M.A.N.Z.


The consecration in the USA of an active homosexual to the Anglican episcopate is leading to a Schism in the worldwide Anglican communion.

At first sight it may seem very strange that it is this which may lead to the final collapse of that denomination. Anglicanism was always based on a compromise between Protestantism and Catholicism in the desire to avoid the descent of a State into Civil War. For centuries Anglicanism has boasted of its 'comprehensiveness', the idea that 'dogmas' do not matter. As such, in the nineteenth century, Anglicanism laid the foundation-stone of ecumenism.

In recent decades it seemed not to matter in Anglicanism whether you believed or not in the Holy Trinity, in the Divinity of Christ, in the Resurrection, in the Virginity of the Ever-Virgin, in sacraments and therefore a male priesthood. Faith could be reduced to the lowest common denominator. Belief in the basics was optional. Being all things to all men, you could believe in anything you wanted - except in disunity. All the above divergences were indeed swept under the carpet - and as a result outward unity survived. And now this, the challenge to simple Christian morality, is leading to the suicide of a denomination.

However, looking more deeply at this phenomenon, we should not be surprised. The rejection of the fundamental revelations to the Church about the nature of God, the rejection of the 'dogmas' formulated by the saints of the first millennium, leads inevitably to the rejection of basic Christian morality. After an initial period of hypocrisy, sooner or later the collapse of the spiritual and dogmatic basis of any Christian group leads automatically to its moral collapse.

This is a law. Without spirituality, there is hypocrisy, followed by visible moral collapse. Here it is happening before our very eyes, proof that spiritual collapse always precedes moral collapse. The loss of belief in basic spiritual truths leads to the loss of belief in basic moral truths. Never underestimate the moral significance of the spiritual revelations of dogma.

Some are now looking to Catholicism as a refuge from Protestant divisions and sectarianism. But not many. Everybody knows that once the present ailing Pope has gone from the stage, Catholicism, especially in Western countries, may well implode. 99% of Western Catholics do not accept Papal Infallibility, clerical celibacy or rulings against artificial contraception. The gulf between the ordinary Roman Catholic and the Vatican has rarely been so wide. Pedophile scandals have ruined Catholicism, both morally and financially, even in recent strongholds like Ireland. In many ways the ill-health of Pope John-Paul II seems to be symbolic of that of a whole organisation, teetering on the brink of decay and division. An old, frail and shaky structure which is about to die, having come to the term of it historical existence.

Others look to the Orthodox Churches for authority. Certainly there, there is spiritual experience and therefore no lack of belief in the basic and obvious truths of Christian morality. But there they also see inward-looking, non-missionary Balkan Churches trying to come to terms with their compromises with the recent Communist past. The Serbs are showing independence, having thrown off politics, the Romanians are making some progress, the Bulgarians hardly any. As for the Greek Churches, with their fifteen million nominal members, the situation is, ironically for a Church which never underwent Communism, catastrophic.

Patriarch Bartholomew of Constantinople, leader of some four million Greek Orthodox worldwide, is in trouble everywhere, accused by Russians, Serbs and Greeks alike of trying to act as an 'Eastern Pope'. His interference in the internal affairs of the Churches of Jerusalem, the Ukraine, Estonia, Latvia and on Mt Athos has scandalised the Orthodox faithful. Now he has been challenged by the more powerful Archbishop of Athens, part of whose territory he is trying to take over. He has even offered to resign. He has been denounced in the recent book by the politically deposed Archbishop Methodios of Thyateira. Greek Orthodox laity in the USA are denouncing him for his lack of democracy. His very own Archbishop in Australia, Stylianos, with thirty years service, has denounced the politicking and meddling of a Patriarchate which seems to be in love with its own feeble power.

Therefore, others are now looking to the Russian Orthodox Church, which is coming out of a Babylonian captivity to Communism which lasted some seventy years. The Russian Church is by far the largest Orthodox Church, over 50% of the totality of Orthodoxy. It alone is truly multinational and always has been, covering one sixth of the Earth's dry land. It alone has some 1,000 monasteries. There is now hope that the Russian Orthodox Church can at last unite its forces and offer the world the only credible worldwide alternative.

It may not want this. It may be too inward-looking to contemplate this. It may not be able to free itself from its compromised Communist past. That would be tragic, because at this very moment, surrounded by the present and imminent spiritual and moral collapse of Protestantism and Catholicism, there are still sincere Christians all over the world who are looking for the leadership of the Church. Could it be the haven that many sincere and simple believers seek?

Last April, through its Patriarch, the Russian Orthodox Church proposed to set up in Western Europe a Metropolia for all Orthodox Christians of all nationalities who confess the Russian Tradition there. This would be the foundation of a future local Orthodox Church in Western Europe and thus the refoundation of the Roman Orthodox Patriarchate of the first millennium.

Since last April nothing has happened, there were far too many obstacles at that time, but some of them have already gone. Moreover, the concept of such a Metropolia in Europe is much talked about. Now that we are witnessing the decline of the Protestant and Catholic denominations all over the Western world, is it not possible that this is the path for the remaining Christians in the Western world, a return to the Orthodox Church?

In Western Europe will we live to see the birth of R.O.M.E. - theRussian Orthodox Metropolia in Europe?

In the Americas will they live to see the birth of R.O.M.A. theRussian Orthodox Metropolia in the Americas?

In Australia and New Zealand will they live to see the birth of R.O.M.A.N.Z. - the Russian Orthodox Metropolia in Australia and New Zealand?

Only Divine Providence will show us.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Falso Profeta?

QUINTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO DE 2007

Benny Hinn é um profeta de Deus?

Não há no mundo todo um conferencista (conferencista?) tão famoso quanto Benny Hinn. É ele um profeta de Deus, um pregador da Palavra? Ou um falso profeta, um animador e manipulador de auditórios? Suas pregações costumam ter conteúdo evangelístico? Enfocam o nome de Jesus? Como se sabe, o ponto alto de suas ministrações são algumas manifestações estranhas, que ocorrem, segundo ele, devido à "nova unção" que está sobre a sua vida.

As opiniões sobre a “nova unção” propagada por Hinn são divergentes. Alguns, afirmando que não se pode limitar o poder de Deus, a defendem com veemência. Outros consideram a cena de uma pessoa caída ao chão ou rolando pelo piso de um templo, no mínimo, grotesca. O assunto é polêmico e, por isso, deve ser abordado de maneira franca, objetiva e à luz da Palavra de Deus.

O "CAIR NO ESPÍRITO"

As argumentações “bíblicas” para se defender o “cair no Espírito” são as seguintes, resumidamente: “Em Gênesis 2.21, Deus fez Adão dormir. Por que ele não faria, hoje, o crente dormir, ao ser cheio do poder? Da mesma forma, Abraão ouviu Deus falar quando estava em profundo sono (Gn 15.12). Finalmente, Daniel, Saulo e João caíram pelo poder do Senhor (Dn 10.8,9; At 9.4-8; Ap 1.17)”.
No primeiro exemplo, Deus fez Adão dormir para formar a mulher (Gn 2.22). No caso de Abraão, o sono não foi proveniente de Deus. Ele estava cansado, depois de ficar em pé aguardando uma resposta do Senhor, que aconteceu por meio de uma tocha de fogo (Gn 15.13-21). Nenhum dos episódios, pois, fornece base para o “cair no Espírito”. Aliás, há também exemplos negativos, como o do dorminhoco Êutico (At 20.9), que inclusive estava em um culto...
As quedas de Daniel, Saulo e João também não proporcionam bons argumentos aos defensores da “nova unção”. Daniel contemplou uma grande visão, depois de jejuar durante três semanas (Dn 10.1-3). Paulo viu uma forte luz, que cegou os seus olhos (At 9.8,9). E João viu Jesus em sua glória (Ap 1.10-18). Nessas circunstâncias, seria impossível permanecer de pé.
Os textos empregados para defender o “cair no Espírito” são inconsistentes à luz de seus contextos. Por essa razão, é importante ver o outro lado da moeda. Em primeiro lugar, segundo a Bíblia, Deus nos quer de pé (Ez 2.1; 11.1; Mc 10.49; Ef 5.14). Em contraposição, quem gosta de lançar as pessoas ao chão é o Diabo (Mc 9.17-27; Lc 4.35). Jesus e seus apóstolos nunca impuseram as mãos sobre pessoas para levá-las ao chão.
Mas a prática da “queda espiritual” já está ocorrendo em muitas igrejas. Curiosamente, alguns “ministradores” de tal prática, como este articulista já presenciou, seguram as pessoas com uma das mãos na testa e a outra na parte inferior das costas, tornando a queda inevitável. Ora, se a pessoa cai de poder, por que forçar a sua queda? E sempre há obreiros para ampará-las...

EVANGÉLICOS EM CRISE

Em seu livro Evangélicos em Crise (Mundo Cristão), Paulo Romeiro combate essa novidade: “O programa Fantástico, da Rede Globo, levou ao ar uma reportagem no dia 16 de abril de 1995 em que mostrou o desenrolar de um culto na igreja Vineyard, de Toronto. As cenas foram grotescas. As pessoas riam histérica e descontroladamente enquanto rolavam no carpete. Um homem se arrastava pelo chão, urrando como um leão” (p.80).
Quanto ao “urro do leão” e à “unção do riso”, Romeiro esclarece: “Alguns citam Isaías 5.29 para defender o urro (...) Mas aqui é uma metáfora (...) As pessoas que usam Isaías 5.29 para defender o urro do leão usariam também Isaías 40.31, ‘sobem com asas como águias’, literalmente para tentar sair voando? (...) Para justificar a ‘unção do riso sagrado’, seus defensores citam Gênesis 18.12, em que Sara riu (...) Entretanto, esta passagem nada tem a ver com gargalhada santa. Além disso, Sara riu de incredulidade, uma atitude nada recomendável para o cristão” (idem, pp.80,81).
Na verdade, tanto o “cair no Espírito” quanto a “unção do riso” são práticas importadas dos EUA, especialmente trazidas por Benny Hinn, recordista em vendagem de livros, que já esteve no Brasil algumas vezes, “ministrando milagres” através de sopros e golpes de paletó. Hinn, pastor do Centro Cristão de Orlando, na Flórida (EUA), leva inúmeras pessoas a caírem ao chão supostamente pelo poder de Deus.

CONHEÇA BENNY HINN

Infelizmente, muitos crentes, por não conhecerem toda a verdade acerca de Benny Hinn, consideram-no um verdadeiro deus. Os fatos descritos abaixo são duras realidades, mas que devem ser levadas em consideração por aqueles que, cegamente, têm seguido aos ensinamentos de Hinn:
1) Ele declarou que Jesus “... assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no excelente trabalho crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p.166).
2) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem, p.373).
3) Ensina que o homem é um pequeno deus. E afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p.119).
4) Asseverou que o homem, em princípio, voava da mesma forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria vontade: “Adão era um superser (...) costumava voar. Naturalmente, como poderia ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p.128).
5) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui de seus ossos (idem, p.373).
6) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p.56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”.
7) Ele ensina que a Trindade é composta de nove pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um, espírito, alma e corpo (citado em Cristianismo em Crise, p.375).
8) Ao ser criticado, disse que gostaria de ter “uma arma do Espírito” para explodir a cabeça de seus críticos. Além disso, profere palavras funestas contra aqueles que refutam suas heresias. As ameaças abaixo, extraídas do livro supracitado (p.376), foram dirigidas ao Instituto Cristão de Pesquisas dos EUA:

“Agora eu estou apontando meu dedo para vocês com o tremendo poder de Deus sobre mim... Ouçam isto! Existem homens e mulheres no sul da Califórnia me atacando. É sob a unção que lhes falo agora. Vocês colherão o que estão semeando em suas próprias crianças se não pararem... E seus filhos e filhas sofrerão” (...)
“Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá a sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...”

9) Hinn concordou em tirar alguns erros do livro Good Morning, Holy Spirit (Bom Dia, Espírito Santo), depois de uma conversa com Hank Hanegraaff (presidente do ICP dos EUA), em 1990. No ano seguinte, admitiu seus erros e prometeu fazer alterações em seus escritos. Entretanto, depois de algumas semanas, retornou às suas velhas práticas (idem, p.375).
10) Defendendo a teologia da prosperidade, pela qual afirma que a pobreza é uma maldição, disse que Jó era carnal e mau (idem, p.103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo: “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).
11) Defensor também da falaciosa confissão positiva, declarou: “Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade...’ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”. (idem, p.295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).

Diante do exposto, é Benny Hinn um profeta de Deus? Antes de responder a essa pergunta, leia atentamente Mateus 7.15-23. Bem, agora é com você: reflita e responda, com toda sinceridade e imparcialidade, à pergunta em apreço.

Blogado de: Ciro Sanches Zibordi

O Caso do Pastor que se "converteu" ao Islã

Novas notícias do ex-pastor da Assembléia de Deus convetido ao Islã

Danilo Fernandes


O ex-pastor João de Deus Bin Laden assistia ao Teletubies quando descobriu que papai noel não existe e que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, sentiu-se traído e encontrou as respostas para a sua existência no alcorão! Se você também não acredita nisto , então vamos aos fatos.

As notícias acerca conversão do ex-pastor da Assembléia de Deus Madureira ao islamismo, Sr. João de Deus, agora mais conhecido na web como “Pastor Bin Laden”, depois da brincadeira que fizemos aqui no Genizah seguem chegando e vão revelando duas coisas:

1) Muita maturidade por parte dos crentes e dos líderes, inclusive e, principalmente, dos Assembleianos de todas as convenções, incluindo a envolvida mais diretamente.

2) Este tiro, parte do plano de ação muçulmano no país, sairá pela culatra e vai atingir quem o deferiu.

Logo após o episódio, líderes da AD Madureira se apresentaram para esclarecer que o Sr. Joao de Deus mentia ao se identificar como Pastor Presidente da AD Madureira na Paraíba. Foi de fato pastor, plantou igrejas, liderou algumas, mas nunca foi Presidente da AD na Paraíba, ou secretário nacional da AD Madureira no Brasil, como disse de viva voz no programa de TV. Contudo, o Sr. João foi secretário da Convenção da Paraíba e pastor responsável por algumas igrejas em João Pessoa.

Sendo estes últimos os fatos verdadeiros, fica claro que não se trata de uma tentativa de “abafa” por parte de AD Madureira, mas a exposição da verdade. Até porque as posições ocupadas são muito relevantes, deixando claro que o Sr. João de Deus não é nenhum tolo, mas simplesmente mentiroso.

E por que o Sr. João de Deus decidiu mentir?

Embora mentiroso não precise de justificativa e, em certos casos chegamos a um tipo de patologia onde o mentiroso mente sem nem ao menos perceber, o que vemos aqui é uma ação dissimulada, parte do plano dos cabeças deste projeto muçulmano de crescimento do islã no Nordeste Brasileiro. O Sr. João de Deus não é nenhum neófito em teologia, como alguns querem fazer parecer para justificar o “desvio”, mas apenas se revelou um comerciante de religião, explorador da fé alheia há muito escondido na denominação pronto a ser comprado por quem pagar mais.

No site OGalileo vemos as justificativas teológicas do pastor Bin Laden por sua opção pelo islamismo. A data de celebração do Natal? A doutrina da Trindade? Este senhor nos quer dizer o que? Qual o aluno médio de EBD que não sabe sobre a origem da escolha da data de celebração do Natal? Tenha dó! E sobre a Trindade! O que fazia este senhor desde sempre na igreja? Qualquer igreja?

Estes questionamentos ridículos são o “BEABÁ” ensinado no jardim de infância das madrassas do talibam! Logo depois disto as criançinhas aprendem a odiar os cristãos, os americanos e os judeus, depois aprendem a fabricar granadas com massinha colorida e já ganham de presente uma edição iraquiana da playboy (risos) onde já podem escolher as virgens que herdarão quando morrerem como mártires em um atentado em Israel!

A quem estes camaradas querem enganar?

E se vocês observarem nos comentários no post original já aparecem por aqui uns muçulmanos recém convertidos tentando vender seu peixe podre por aqui!

O Sr. João iniciou seu ministério há mais de 25 anos na Assembleia de Deus de Itabaiana, interior da Paraíba. Apenas em 1998 se filiou a Assembleia de Deus Ministério de Madureira e militou em uma igreja da denominação. Um pouco mais tarde, iniciou um ministério autônomo ligado a Madureira, o “Assembleia de Deus Ministério de Madureira, campo Deus é fiel”.

Desde que publicamos a primeira matéria recebemos diversos e-mails de muitos leitores paraibanos acrescentando detalhes à história. Alguns destes, membros da igreja do Sr. João e outros conhecidos do ex pastor, como a Elda Menezes Dos Santos que não pediu anonimato.

O processo de conversão foi longo. De início, sua filha se casa com um abastado muçulmano e segue morando com o mesmo em Dubai. Durante algum tempo o pastor Bin Laden mantém esta situação, no mínimo estranha para um pastor, sem fazer qualquer censura ao fato e ainda esconde diversas viagens ao emirado árabe.

Parece óbvio que cooptar um pastor desta relevância seria um passo importante para os muçulmanos no país. Esforços foram feitos no sentido de seduzir o pastor para o islã. Os resultados não tardaram e o discurso do Sr. João foi ficando a cada dia mais estranho, culminando com o seu pedido de desligamento e negociações da VENDA da igreja que liderava (Surpreso com o termo VENDA de igreja? Leia aqui matéria sobre o assunto da lavra do Pastor Altair Germano da AD).

Durante este processo de desligamento, o Sr. João jamais informou ter se convertido ao islamismo, mas apenas externalizou o seu desejo de se mudar para o país onde residia a filha. Apesar de todo o esforço feito por outros líderes e membros na igreja para melar o negócio, o acordo foi selado e a igreja foi vendida “de porteira fechada” a Napoleão Falcão, muito conhecido por suas cruzadas de evangelização. Não temos mais detalhes confiáveis sobre as negociações e o desenrolar dos acontecimentos, devidamente dissimulados por alguns que informaram que a VENDA era, na verdade, um tipo de rescisão trabalhista (risos).

Fato é que o Sr. João de Deus mentiu mais três vezes: Mentiu às suas ovelhas sobre todos os fatos envolvendo a VENDA da igreja. Mentiu ao informar que pretendia deixar o país e tão pouco informou que era muçulmano recém convertido. Foi, portanto, ardiloso para não estragar o negócio e mais: Logo em seguida, deixa claro seus planos de militar no progresso no islã no país. Fato constando na matéria de OGalileo, onde o Sr. João de Deus informa que em breve será imã (lider religioso muçulmano) e planeja abrir uma mesquita (sua?) na Paraíba, onde já está envolvido em diversas atividades do projeto muçulmano para o Nordeste do Brasil.

O Secretário Executivo de Missões da Assembléia de Deus na Paraíba, Eduardo Leandro Alves, comentou o ocorrido em seu blog pessoal:

Conheci João de Deus já no campo Deus é fiel, participamos de algumas reuniões na associação de pastores da cidade. Também nos encontramos no treinamento do Projeto Minha Esperança, onde ela era o representante da Convenção de Madureira na Paraíba. A impressão que tive dele foi a de um homem de pouca expressão, pouco carisma, e de pouca argumentação bíblica (digo argumentação no sentido de ter base para se criar um argumento sólido e clareza nas posições), fruto de uma hermenêutica pobre e com muitas lacunas. Ainda há aqueles que o conhecem bem e dizem que na verdade ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos a ele depois que ele se tornasse um líder muçulmano.

A verdade é que João de Deus apostatou da fé, pois nega a divindade de Cristo, a sua volta iminente, a Trindade, e assim como Alexandre e Demas, que, como disse Paulo, amou o presente século, nos tem causado muitos males (2 Tm 4.10,14). João de Deus foi um obreiro inexpressivo, de palavras inexpressivas e posso dizer sem convicção. Pois na sua entrevista para um jornal da cidade ele disse que sempre teve problemas com a data do Natal ser 25 de dezembro! Ora, qualquer crente sabe que tanto faz a data que se comemora o nascimento de Jesus, pois o que importa é o dia em que Ele veio ao nosso coração e mudou a nossa vida. O que importa é que um dia Deus interveio na história humana e enviou o Seu Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).


Postou Danilo Fernandes no Genizah

Fonte: http://www.genizahvirtual.com/2010/01/novas-informacoes-sobre-o-caso-do.html



/////////////////
Na segunda semana de janeiro fui surpreendido com uma notícia angustiante: “Pastor da Assembleia de Deus se converte ao islamismo”. Fiquei chocado! Triste, angustiado, revoltado... Enfim, fiquei sem entender. Passados alguns dias desde que essa notícia se tornou pública e correu o Brasil, resolvi me manifestar.

Vamos aos fatos.

O senhor João de Deus (esse é o seu nome próprio) iniciou a sua vida ministerial na Assembleia de Deus da cidade de Itabaiana, interior da Paraíba a mais de 20 anos atrás. Por volta do final dos anos 90, juntamente com um grupo de pastores saiu da Assembleia de Deus Missão (como é denominado aqui nessa região as igrejas ligadas a CGADB) e se filiou a Assembleia de Deus Ministério de Madureira, com sua sede no bairro do Cristo Redentor. Em pouco tempo alguns destes pastores que foram para a Assembleia de Deus de Madureira, formaram ministérios autônomos ligados a Convenção Nacional de Madureira, inclusive João de Deus que fundou a “Assembleia de Deus Ministério de Madureira, campo Deus é fiel”.

A filha de João de Deus, segundo consta, se mudou para Dubai, Emirados Árabes, e lá se casou com um árabe muçulmano bem abastado financeiramente. Ao visitar sua filha, voltou com algumas ideias diferentes. Segundo membros da igreja, quando ainda era o pastor da igreja proibiu o irmãos a exercerem os dons espirituais, o que causou um esfriamento na igreja – segundo relatos de irmãos desta referida igreja.

Antes deixar a liderança da igreja (a informação que foi passada para a igreja é que ele iria morar com a filha em Dubai, e por isso estaria entregando a direção da igreja), João de Deus, firmou um acordo no qual receberia uma quantia de dinheiro por 36 meses (uma espécie de indenização). Porém, ainda não havia se declarado muçulmano (embora já o fosse no coração). Quando passou a igreja a outro pastor, então declarou-se muçulmano. Os irmãos da igreja se sentem traídos, pois, no mínimo ele agiu de má fé ao firmar esse acordo financeiro já sendo muçulmano.
Bem, estes são os fatos que são largamente conhecidos na cidade de João Pessoa, inclusive por uma carta feita pelo próprio João de Deus e lida na sua antiga igreja.

Bem, então vejamos:

Conheci João de Deus já no campo Deus é fiel, participamos de algumas reuniões na associação de pastores da cidade. Também nos encontramos no treinamento do Projeto Minha Esperança, onde ela era o representante da Convenção de Madureira na Paraíba. A impressão que tive dele foi a de um homem de pouca expressão, pouco carisma, e de pouca argumentação (digo argumentação no sentido de ter base para se criar um argumento sólido e clareza nas posições). Ainda há aqueles que o conhecem bem e dizem que na verdade ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos a ele depois que ele se tornasse um líder muçulmano.

A verdade é que João de Deus apostatou da fé, pois nega a divindade de Cristo, a sua volta iminente, a Trindade, e assim como Alexandre e Demas, que, como disse Paulo, amou o presente século, nos tem causado muitos males. João de Deus foi um obreiro inexpressivo, de palavras inexpressivas e posso dizer sem convicção. Pois na sua entrevista para um jornal da cidade ele disse que sempre teve problemas com a data do Natal ser 25 de dezembro! Ora, qualquer crente sabe que tanto faz a data que se comemora o nascimento de Jesus, pois o que importa é o dia em que Ele veio ao nosso coração e mudou a nossa vida. O que importa é que um dia Deus interveio na história humana e enviou o Seu Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Quando passar essa surpresa inicial, ele continuará sendo uma pessoa inexpressiva e o campo que ele enganou e abandonou, com a graça de Deus crescerá (o que não aconteceu quando ele liderava), ele será esquecido e a igreja seguirá caminhando, pois disse Jesus: “...sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

Eduardo Alves, no blog Terra de Gigantes.
dica do Benjamin Ângelo

terça-feira, 11 de maio de 2010

Gay ... But Not Funny


Gay ... But Not Funny

[The following article appeared in The Word magazine, May 2004 (Vol.48;No.5).]

Students of the art of comedy know that for humour to work it must bear some semblance to the truth. One truth about humour: it’s usually at someone’s expense. Something you find funny, someone else finds offensive, and vice versa. The subject of sex is like that. Though not entirely humourous, it’s possible for any discussion of sex to be offensive. Ours is an overly-sexed, overly sensitive, age. And all of us – every man, woman, and child – struggle with our sexuality, our fallen body and its relationship to God and others.

I once heard of a priest who delivered a talk on sex in his church. He began by asking, “How many of you are not married?” After a showing of hands he asked, “How many of you are married?” He then pointed from the latter group to the former stating, “Alright, you can. You can’t.” This is true. God-pleasing sexual relations are between a man and a woman within the sacrament of holy matrimony. Period. Everything else is merely a footnote to that axiom.

It’s the belief of various Gnostic heresies that the soul alone is pure and the body is evil. We do not believe this. Sex is not a sin. Sexual desires and feelings are not, in and of themselves, sinful. Our bodies are not evil. Christ is the Saviour Who saves the whole of mankind – including the body. It is misuse of sex, the abuse of our bodies, that is sinful. Contrary to bumper stickers claiming otherwise, our bodies are not our own. Having been redeemed by Christ, our body is the temple of the Holy Spirit. That which defiles the body also damages the soul.

Americans have hastened happily down a perilously slippery slope over the past fifty years. The Kinsey Report of the 1950s, the introduction of the birth control pill in the 1960s, the sexual revolution and the drug/disco era of the 1970s, the spread of AIDS in the 1980s, the homosexual propaganda of the 1990s, and, in general, the wholesale discarding of self-control and moral standards over the past 20 years – has landed us within a cesspool of tangled bodies and confused minds. This perverse insanity has even infected many people claiming to be “Christians.”

I once had a conversation with a friend who’d converted to Orthodoxy. At the time I was an Episcopalian on my way to seminary. I asked, “How does Orthodoxy handle your homosexuality?” “A lot better than the Episcopal Church,” he replied. He said that when he’d confessed his struggles in the Episcopal church, the priest frowned on his “orientation.” Whereas others, heterosexual college-aged men struggling with continence, had their sins winked at by the priest. [My how times have changed!] He went on to state that within Orthodoxy, sex outside of heterosexual marriage is a sin. Period. Sin is sin. And he was right. Carnal relations outside the God-pleasing confines of monogamous heterosexual marriage is contrary to God’s will. It separates us from God and others.

You’ve probably heard the advertisements for a dating service called “E-Harmony.Com” on the radio. One day, while riding in the car with my two oldest (ages 9 & 5), we heard the ad but it was dragging. For those of you who remember, it sounded like a 45 record played at 33 1/3. The voices that were originally female now sounded deep and masculine: “ I met my husband through e-harmony.com”. My kids started laughing before I did. We all laughed. It was hilarious to hear a deep voiced man boasting of finding his “husband” through a dating service. In the natural order of things, my kids found such an idea preposterously funny. We still talk about that funny moment. Unfortunately, due to the courts and media, I will soon have to talk to them about why “natural order humour” is no longer funny.

Holy Matrimony means “Holy Mother-Making.” In other words, the Church blesses the union of husband and wife toward the procreation of children. Though a homosexual may pretend to be a “mother” and a lesbian a “father,” it is just that: pretend. There is no truth in it. Objections about barren couples, adoption, heterosexual divorce rates, and secular rights fall on deaf ears where truth and salvation are the goal. It is one thing to show compassion for another’s struggles. It is another to [pretend to] change the God-given natural order of life itself to accommodate a false pretense. This is bearing false witness.

In 1991 I participated in the Episcopal Church’s General Convention in Phoenix, Arizona. I worked for two conservative groups, The Prayer Book Society and the Episcopal Synod of America. With a background in broadcasting, it was my job to conduct “man on the street” interviews and deliver newscasts each day at our media booth. What an eye opener! It was shocking and heartbreaking to hear teens – TEENS – saying that God only cared about love and was not concerned with what two consenting adults did in the privacy of their own home! Most shocking was the voting that happened between grown adults, delegates and bishops of that denomination, regarding the sacrament of marriage. When a bishop proposed a resolution stating that sex outside of marriage should be forbidden for priests and deacons, the homosexual lobby was prepared to support the measure. Why? Because they were proposing the blessing of same-sex unions. The conservative lobby refashioned the resolution to read “sex outside of monogamous heterosexual marriage” is forbidden for members of the clergy. Due to pressure from the homosexual lobby, the measure failed. The measure failed! That was the day my pilgrimage out of the Episcopal church began.

We, as Christians, members of the Body of Christ, do not get to vote on morality. The will of God on all matters pertaining to our relationship with our bodies and each other has been revealed. We must struggle, daily, to practice the precepts of our Faith. We fall, we get up. Fall down, back up. Fall again, up again. If we sin, through confession and repentance, we are reconciled through Christ to His Holy Church.

A priest once told about a man who came to see him about becoming Orthodox. The priest said, “Okay, we’ll need to discuss who Christ is, the Church, the Sacraments ....” The man interrupted him saying, “I’m gay.” The priest said, “Okay. But if you want to become Orthodox, we’ll need to discuss who Christ is, the Church, the Sacraments ....” “Dang it! Didn’t you hear me? I said, I’m gay!” “I heard you,” said the priest, “but if you want to become Orthodox, we’ll need to talk about who Christ is, the Church, the Sacraments ....” Crying, the man told the priest that other pastors had either told him it didn’t matter, or to get out! It took the man a couple years to become Orthodox, but another 10 years to become celibate. He claims he could never have made it without the benefit of Christ, the Church, and the Sacraments.

The Church – our Spiritual Hospital – must be open to all. We’re all sick with the disease of sin. We cannot be healed, really healed, without receiving the Body and Blood of Christ. We must never turn our backs on someone just because they’re a sinner or their sin’s not ours. God forbid! This is the mission of the Church, to save sinners! But, by the same token, it is not within our power to state that a sin is no longer a sin. God alone forgives. God alone is the judge. He has revealed Himself and His will to us in the Scriptures, within the Church.

Returning to the art of comedy, few spectacles are more unbearable to watch than a comedian failing. We’ve all seen it: Someone is trying to be funny and we’re just not able to laugh. It may be the performer’s delivery, his material, appearance, or the given context. Essentially, remembering the first axiom of comedy, there’s no truth in the presentation. To laugh at such an act would be a pretense. That, my brethren, is an image of sex outside of the God-pleasing marriage of man and woman. There is no truth in it. It is fake. It is a failure. It leads to death. This analogy also speaks clearly to recent events gaining national attention – the elevation of a practicing homosexual to the episcopacy in the Episcopal church and the blessing of so-called “same sex unions.” Viewed with the lense of the Church, it is no laughing matter.

As Orthodox Christians we bear a weighty burden in these troubled times. We must not only struggle to preserve our bodies as temples of the Holy Spirit, we must bear witness to the Life-giving precepts of the Body of Christ to those outside Her holy confines – even and especially to those calling themselves “Christians.” The Church has a host of Saints who’ve gone on before us, acquiring salvation through the mortification of the flesh and the passions (St Mary of Egypt comes immediately to mind.) And the same Revelation that teaches us to beware fornicators, false teachers, and wolves in sheep’s clothing also states:

If we say that we have no sin, we deceive ourselves, and the truth is not in us.
1 John 1:8

And if anyone sins, we have an advocate with the Father, Jesus Christ the righteous.
1 John 2:1b

For God so loved the world that He gave His only begotten Son, that whoever believes in Him should not perish but have everlasting life. For God did not send His Son into the world to condemn the world, but that the world through Him might be saved. He who believes in Him is not condemned; but he who does not believe is condemned already, because he has not believed in the name of the only begotten Son of God. And this is the condemnation, that the light has come into the world, and men loved darkness rather than light, because their deeds were evil. For everyone practicing evil hates the light, lest his deeds should be exposed. But he who does the truth comes to the light, that his deeds may be clearly seen, that they have been done in God.

John 3:16-21

This Good News is offensive only to those living in darkness. Funny thing is, it is the same Good News that liberates the offended and leads to salvation in Christ. Let us place this light, the light of Truth, on a candle stand for all to see.