domingo, 17 de julho de 2011
Some questions to JWs - Algumas perguntas para os TJs
Jw’s advice for themselves… Conselhos para as TJs...
"How would you feel if proof is given that what you believe is wrong? For example, say that you were in a car, traveling for the first time to a certain place. You have a road map, but you have not taken the time to check it carefully. Someone has told you the road to take. You trust him, sincerely believing that the way he has directed you is correct. But suppose it is not? What if someone points out the error? What if he, by referring to your own map, shows that you are on the wrong road? Would pride or stubbornness prevent you from admitting that you are on the wrong road? Well, then, if you learn from an examination of your Bible that you are traveling a wrong religious road, be willing to change. Avoid the broad road to destruction; get on the narrow road to life."
“Como você se sentiria se prova fosse dada de que aquilo que você crê está errado? Por exemplo, digamos que você estivesse em um carro, viajando pela primeira vez para um certo lugar. Você tem um mapa rodoviário mas você não tomou tempo para verificá-lo cuidadosamente. Alguém te informou a estrada a seguir. Você confiou nele, sinceramente crendo de que o caminho no qual ele te direcionou está correto. Suponhamos que não está. E se alguém mostrasse para você o erro? E se ele, ao se referir para o seu próprio mapa, te mostrasse que você está na estrada errada? Orgulho e teimosia o preveniria de admitir que você está na estrada errada? Bem, então, se você ver de uma análise de sua Bíblia que você está viajando numa estrada religiosa errada, fique desejoso em mudar. Evite o caminho largo da destruição, tome o caminho estreito da vida.”
You Can Live Forever In Paradise On Earth, pgs. 32-33 [Você Pode Viver Para Sempre Em Um Paraíso Na Terra]
1. If the organization did not actually prophesy the end in 1925 and 1975, then how come so many Witnesses left the faith immediately afterwards? ("They lost roughly three-quarters of the movement between 1925 and 1928, then suffered huge losses after 1975, when the end didn't come as they had implied over and over again," said Jim Penton, an ex-Witness who writes entries on Jehovah's Witnesses for the Encyclopedia Americana.
Se a organização na realidade não profetizou o fim em 1925 e 1975, então como é que tantas testemunhas deixaram a fé logo em seguida? ("Eles perderam cerca de três quartos do movimento entre 1925 e 1928, em seguida, sofreram grandes perdas depois de 1975, quando o fim não veio como eles haviam insinuado com frequência", disse Jim Penton, um ex-Testemunha que escreve sobre as Testemunhas de Jeová para a Enciclopédia Americana.)
2. If the Watchtower organization rejects others calling them "inspired" yet the Watchtower organization does call themselves "God's Spirit-directed Prophet" what is the difference? Is there such a thing as an "uninspired prophet"?
Se a organização Torre de Vigia rejeita que os outros a chame de "inspirados", sendo que a própria organização Torre de Vigia se auto-denomina "Profeta dirigido pelo Espírito de Deus", qual seria a diferença? Existe tal coisa como um "profeta sem inspiração"?
3. Since the Organization has received "new light" regarding the 1914 generation, and completely changed their view on this, does this mean that all the former Jehovah's witnesses who were disfellowshipped years ago for the same view the organization is now teaching will automatically be accepted into fellowship again? Were these Ex-Jw's in fact disfellowshipped for truth and knew things that the governing body did not.
Já que a Organização recebeu "nova luz" sobre a geração de 1914, e mudou completamente seu ponto de vista sobre este assunto, isto significa que todos os ex-testemunhas de Jeová que foram desassociados anos atrás por causa do mesmo ponto de vista que a organização está ensinando no momento, seriam automaticamente aceitos na associação novamente? Foram esses ex-TJs, na realidade, desassociados por causa da verdade e sabiam de pelas coisas que o Corpo Governante dos Testemunhas de Jeová não sabiam?
4. Can Jehovah's Witnesses hold and discuss openly with other Jehovah's Witnesses opinions that differ from orthodox Watch Tower doctrine?
Os Testemunhas de Jeová podem ter e debater abertamente com opiniões de outras Testemunhas de Jeová que sejam diferentes da doutrina oficial da Torre de Vigia?
5. Can individuals read & understand the Bible alone, or do they need an organization and it's publications to do so?
Os indivíduos podem ler e entender a Bíblia sozinhos, ou eles precisam de uma organização e de suas publicações para assim fazer?
6. Prove from the Bible that 1935 was the year for the selection to heaven stopped due to being filled? What is the difference between a Catholic appealing to "what the organization tells him" about December 25 being the date of Jesus’ birthday and a Jw’ appealing to "what the organization tells him" about the date 1935? Is it not hypocritical when you chide the "poor deluded Catholic" that his faith cannot find a Bible passage to support it, when the same goes for you and 1935?
Prove de dentro da Bíblia que 1935 foi o ano da em que o seleção para o céu cessou? Qual a
diferença entre um católico que apela para “o que a organização o diz” a respeito de 25 de dezembro sendo a data do nascimento de Jesus e a do TJ que apela para “o que a organização o diz” a respeito da data de 1935? Não é hipocrisia quando você admoesta o “pobre católico enganado” que a fé dele não pode ser encontrar passagem bíblica para apoiá-la, quando o mesmo serve para você?
7. How do you know that there were any vacancies, if any, in the 144,000 class if Jesus offered this to first century Christians? How can the organization know the exact number of vacancies today without any records from the first century?
Como você sabe que houve qualquer disponibilidade, se houve alguma, na classe dos 144 mil se Jesus ofereceu isso para os cristãos do primeiro século? Como pode a organização saber o número exato de disponibilidades hoje atualmente sem quaisquer registros do primeiro século?
8. Why are you called, "Jehovah's Witnesses" and not "Christians"? Since Jehovah's Witnesses appeal to Isa 43:12; 44:8 for scriptural support that they should be called, "Jehovah's Witnesses" then what was the "new name" prophesied in Isa 62:2? Can't be "Jehovah's Witnesses", for God already used it 20 chapters earlier. Could the new name be "Christian" after our savior "Christ"?
*Por que vocês são chamados de "Testemunhas de Jeová" e não de "cristãos"? Já que os Testemunhas de Jeová apelam para Isaías 43:12 e 44:8 para respaldo bíblico de quem deve ser chamados, "Testemunhas de Jeová", por conseguinte qual seria o "nome novo" profetizado em Isaías 62:2? Não poderia ser "Testemunhas de Jeová", pois Deus já havia usado há 20 capítulos anteriores. Não poderia o novo nome ser "cristão" seguindo o do nosso salvador "Cristo"?
9. Why would the name God gave to His people not be "Christians" since Acts 11:26 says, "The disciples were first called Christians in Antioch"? Why is the name "Jehovah's Witness" found nowhere in the New Testament, if that is God's divine name for His people under the new covenant? Why would God wait almost 2000 years to suddenly start using the name "Jehovah's Witness". Does this mean that first century Christians were not known as Jehovah's Witnesses"?
Por que o nome que Deus daria ao Seu povo não seria "cristãos" uma vez que em Atos 11:26 diz: "Os discípulos foram primeiramente chamados de cristãos em Antioquia"? Por que o nome "Testemunhas de Jeová" não é encontrado em nenhum lugar do Novo Testamento, se esse é o nome divino de Deus para seu povo debaixo da nova aliança? Por que Deus esperaria quase 2.000 anos para, de repente, começar a usar o nome de "Testemunha de Jeová". Isto quer dizer que os cristãos do primeiro século não eram conhecidos como Testemunhas de Jeová "?
10. If the name Jehovah is so important, then why is it never used in the entire Greek New Testament? If men edited out the name of God, "YHWH" when they copied the New Testament, as only the Watchtower organization claims, then how can we have any confidence in any of the New Testament? Should we discard the New Testament or the Watchtower organization as unreliable?
Se o nome Jeová é tão importante, então por que ele nunca é usado no Novo Testamento grego inteiro? Se os homens não editaram o nome de Deus, "YHWH" quando copiaram o Novo Testamento, tal como somente a Torre de Vigia sugere, então como podemos ter qualquer confiança em qualquer parte do Novo Testamento? Devemos descartar o Novo Testamento ou a organização Torre de Vigia como não confiável?
11. If the name "Jehovah" is so important, then why does Acts 4:12 say, "There is salvation in no one else; for there is no other name [v10 Jesus Christ] under heaven that has been given among men, by which we must be saved"? Would this not have been the logical place for God to have used the name "YHWH"?
Se o nome "Jeová" é tão importante, então por que Atos 4:12 diz: "Não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome [verso 10 Jesus Cristo] debaixo do céu que tenha sido dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos "? Não deveria este ter sido o lugar lógico para Deus ter usado o nome "YHWH"?
12. What is the correct spelling of God's proper name "Yahweh" or "Jehovah"? If Jehovah's Witnesses maintain that "Yahweh" is more proper, why do they misspell it "Jehovah"? If the name of God is so important, then should you not only pronounce it correctly, but spell it correctly too? Is not spelling more important than pronunciation?
Qual é a grafia correta do nome próprio de Deus "Yahweh" ou "Jeová"? Se as Testemunhas de Jeová mantém que "Yahweh" é mais adequada, por que eles mesmos o escrevem mal como "Jeová"? Se o nome de Deus é tão importante, então você não só deveria pronunciá-lo corretamente, mas soletrá-lo corretamente também? Não é a ortografia mais importante do que a pronúncia?
13. Since the Jehovah's Witness organization currently rejects most of the teachings of its founder Charles Taze Russell (who was president of the organization from 1879-1916), and since they also reject "Judge" Joseph Franklin Rutherford, who succeeded Russell as president from 1916 - 1942, how can we be sure that in 25 more years, Jehovah's Witnesses won't also reject the current president, Milton G. Henschel (1992 - present), as they did Russell and Rutherford?
Uma vez que a organização das Testemunhas de Jeová atualmente rejeita a maior parte dos ensinamentos do seu fundador Charles Taze Russell (que foi presidente da organização de 1879-1916) e, uma vez que eles também rejeitam "Juiz" Joseph Franklin Rutherford, que sucedeu Russell como presidente a partir de 1916 - 1942, como podemos ter certeza de que em mais 25 anos as Testemunhas de Jeová também não vão rejeitar o atual presidente, Milton G. Henschel (1992 - presente), como fizeram com Russell e Rutherford?
14. What kind of confidence can anyone have in an organization that rejected its founder and first two presidents for the first 63 years of its existence? This represents about 53% of the time they have existed!
Que tipo de confiança alguém pode ter em uma organização que rejeitou seu fundador e os dois primeiros presidentes pelos primeiros 63 anos de sua existência? Isso representa cerca de 53% do tempo que eles existem!
Since the Watchtower organization claims "apostolic succession" who was it that "passed the torch of God's Spirit" to C. T. Russel when he founded the organization? What was the name of this individual?
Já que organização Torre de Vigia afirma "sucessão apostólica" quem foi que "passou a tocha do Espírito de Deus" para C.T. Russel, quando ele fundou a organização? Qual era o nome deste indivíduo?
15. In the NWT, every time the Greek word "proskuneo" is used in reference to God, it is translated as "worship" (Rev 5:14, 7:11, 11:16, 19:4, Jn 4:20, etc.). Every time "proskuneo" is used in reference to Jesus, it is translated as "obeisance" (Mt 14:33, 28:9, 28:17, Lk 24:52, Heb 1:6, etc.), even though it is the same word in the Greek (see Gr-Engl Interlinear). Especially compare the Greek word "prosekunhsan" used with reference to God in Rev 5:14, 7:11, 11:16, and 19:4 and used with reference to Christ in Mt 14:33, 28:9, and 28:17. What is the reason for this inconsistency? If the NWT was consistent in translating "proskuneo" as "worship", how would the verses above referring to Christ read?
Na TNM [Tradução do Novo Mundo], toda vez que a palavra grega "proskuneo" é usada em referência a Deus, ela é traduzida como "adoração" (Apocalipse 5:14, 7:11, 11:16, 19:04, João 4:20, etc .). Toda vez que "proskuneo" é usada em referência a Jesus, ela é traduzida como "prestar homenagem" (Mateus 14:33, 28:9, 28:17, Lucas 24:52, Hebreus 1:6, etc), embora seja a mesma palavra no grego (ver Gr-Engl Interlinear). Compare especialmente a palavra grega "prosekunhsan" usada com referência a Deus no Apocalipse 5:14, 7:11, 11:16 e 19:04, e usada com referência a Cristo em Mateus 14:33, 28:9 e 28:17. Qual seria a razão para esta inconsistência? Se a TNM foi consistente em traduzir "proskuneo", como "adoração", como ficariam os versos acima que se referem a Cristo?
16. The NWT translates the Greek word "kyrios" as "Jehovah" more than 25 times in the New Testament (Mt 3:3, Lk 2:9, Jn 1:23, Acts 21:14, Rom 12:19, Col 1:10, 1Thess 5:2, 1Pet 1:25, Rev 4:8, etc.). Why is the word "Jehovah" translated when it does not appear in the Greek text? Why is the NWT not consistent in translating kyrios (kurion) as "Jehovah" in Rom 10:9, 1Cor 12:3, Phil 2:11, 2Thess 2:1, and Rev 22:21 (see Gr-Engl Interlinear)?
A TNM traduz a palavra grega "kyrios" como "Jeová" mais de 25 vezes no Novo Testamento (Mateus 3:3, Lucas 2:09, João 1:23, Atos 21:14, Romanos 12:19, Colossenses 1:10, I Tessalonicenses 5:2, I Pedro 1:25, Apocalipse 4:8, etc.) Por que a palavra "Jeová" traduzida quando ela não aparece no texto grego? Por que a TNM não é consistente ao traduzir kyrios (kurion) como "Jeová" em Romanos 10:9, I Cor 12:3, Filipenses 2:11, II Tessalonicenses 2:1 e Apocalipse 22:21 (ver Gr-Engl Interlinear)?
17. To what was Jesus referring to by the term "this temple" in Jn 2:18- 19? See Jn 2:21.
Ao que estava Jesus referindo-se pelo termo "este templo" em João 2:18 - 19? Veja João 2:21
18. If the Holy Spirit is God's impersonal active force, why does he directly speak and refer to himself as "I" and "me" in Acts 13:2?
Se o Espírito Santo é a força impessoal ativa de Deus, por que ele fala diretamente e refere-se a si mesmo como "Eu" e "a mim" em Atos 13:2?
19. The NWT translates the Greek words "ego eimi" as "I am" every time it appears (Jn 6:34, 6:41, 8:24, 13:19, 15:5, etc.), except in Jn 8:58 where it is translated as "I have been". What is the reason for the inconsistency in this translation? If "ego eimi" was translated in Jn 8:58 the same way it is translated in every other verse in which it appears, how would Jn 8:58 read?
A TNM traduz as palavras gregas "ego eimi", como "Eu sou" toda vez que aparece (João 6:34, 6:41, 8:24, 13:19, 15:5, etc), exceto em João 8:58 onde é traduzida como "eu tenho sido". Qual é a razão da inconsistência nesta tradução? Se o "ego eimi" foi traduzido em João 8:58 da mesma forma que é traduzida em cada verso em que ela aparece, como ficaria João 8:58?
20. In Rev 22:12-13, Jesus Christ, the one who is "coming quickly", says of himself, " I am the Alpha and the Omega, the first and the last, the beginning and the end". In Rev 1:17-18, Jesus, the one who "became dead, but, look! I am living forever and ever", refers to himself as the first and the last. Rev 21:6, in speaking of God, says, "...I am the Alpha and the Omega, the beginning and the end ...". God is also referred to as the "first" and the "last" in Isa 44:6 and Isa 48:12. How can this be since by definition of these words there can only be one first and one last?
Em Apocalipse 22:12-13, Jesus Cristo, aquele que está "voltando sem demora", diz de si mesmo: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o começo e o fim". Em Apocalipse 1:17-18, Jesus, aquele que "foi morto, mas, eis que estou vivo para todo o sempre", refere-se a si mesmo como o primeiro e o último. Apocalipse 21:6, ao falar de Deus, diz: "... Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim ...". Deus é também referido como o "primeiro" e o "último" em Isaías 44:6 e Isaías 48:12. Como pode isto ser uma vez que por definição destas palavras só pode haver um primeiro e último?
21. Jn 1:3 says that Jesus created "all things", but in Isa 44:24, God says that he "by myself" created the heavens and the earth and asks the question "Who was with me?" when the heavens and the earth were created. How can this be since if Jesus was created by God, then he would have been with God when everything else was created?
João 1:3 diz que Jesus criou "todas as coisas", mas em Isaías 44:24, Deus diz que ele "sozinho" criou os céus e a terra e faz a pergunta "Quem estava comigo?" quando os céus e a terra foram criados. Como pode ser isso, pois se Jesus foi criado por Deus, então ele teria estado com Deus quando tudo foi criado?
22. Col 1:16, in talking about Jesus, says that "... All [other] things have been created through him and FOR HIM". If Jesus was Michael the Archangel at the time of creation, would an angel have created all things for himself? Isa 43:7 says God created "everyone ... for my OWN glory...".
Colossenses 1:16, ao falar sobre Jesus, diz que "... Todas as [outras] coisas foram criadas por meio dele e PARA ELE". Se Jesus foi Miguel Arcanjo, no momento da criação, poderia um anjo ter criado todas as coisas para si mesmo? Isaías 43:7 diz que Deus criou "todos… para a minha própria glória ...".
23. The Watchtower Society teaches that the 144,000 of Rev 7:4 is to be taken literally. If chapter 7 of Revelation is to be taken literally, where then does the Bible say that the 144,000 will come from? (See Rev 7:5- 8).
A Sociedade Torre de Vigia ensina tomar os 144.000 de Apocalipse 7:4 literalmente. Se o capítulo 7 do Apocalipse é para ser tomado literalmente, de onde, então, a Bíblia diz que os 144.000 virão? (Veja Apocalipse 7:5-8).
24. If the soul is the body, why does Jesus make a distinction between the body and the soul in Mt 10:28?
Se a alma é o corpo, por que Jesus faz uma distinção entre o corpo e a alma em Mateus 10:28?
25. The NWT translates Jn 1:1 as "... and the Word was WITH God, and the Word was a god". How can the Word (Jesus) be "a god" if God says in Deut 32:39, "See now that I-I am he, and there are NO gods together WITH me ..."?
A TNM traduz João 1:1 como "... e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era um deus". Como pode a Palavra (Jesus) ser "um deus" se Deus diz em Deuteronômio 32:39: "Vede agora que Eu sou, e não há deuses junto de mim ..."?
26. Jesus Christ is referred to as "Mighty God" in Isa 9:6 ("For there has been a child born to us, there has been a son given to us ... And his name will be called Wonderful Counselor, Mighty God ..."). Jehovah is referred to as "Mighty God" in Isa 10:20-21. How can this be if there is only one God (1Cor 8:4, Isa 43:10, 44:6)?
Jesus Cristo é referido como "Deus Poderoso" em Isaías 9:6 ("Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu ... E seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte. .."). Jeová é referido como "Deus Poderoso" em Isaías 10:20-21. Como pode ser isso se há apenas um Deus (I Coríntios 8:4, Isaías 43:10 e 44:6)?
27. If Jesus was executed on a torture stake, with both hands together over his head, why does Jn 20:25 say "...Unless I see in his hands the print of the nails ...", indicating that there was more than one nail used for his hands?
Se Jesus foi executado numa estaca de tortura, com ambas as mãos sobre a cabeça, porque é que João 20:25 diz "... Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos ...", indicando que havia mais de um prego usado para suas mãos?
28. Jesus uses the phrase "Truly I say to you, ..." over 50 times in the Bible. In the NWT, the comma is placed after the word "you" every time except in Lk 23:43, where the comma is placed after the word "today". Why is the comma placed after "today" instead of after "you" in this verse? If the translation of this phrase in Lk 23:43 was consistent with the translation of this phrase in all the other verses in which it appears (see concordance), and the comma was placed after the word "you", how would it read?
Jesus usa a frase "Em verdade eu digo a vocês, ..." mais de 50 vezes na Bíblia. Na TNM, a vírgula é colocada após a palavra "vocês" a cada momento, exceto em Lucas 23:43, onde a vírgula é colocada após a palavra "hoje". Porque é que a vírgula foi colocada depois de "hoje" em vez de depois de "vocês" neste versículo? Se a tradução desta frase em Lucas 23:43 era consistente com a tradução desta frase em todos os outros versos em que aparece (veja a concordância), e a vírgula foi colocada depois da palavra "vocês", como é que se leria?
29. The NWT translates the Greek word "esti" as "is" in almost every instance in the New Testament (Mt 26:18, 38, Mk 14:44, Lk 22:38, etc.). See Greek-English Interlinear. Why does the NWT translate this Greek word as "means" in Mt 26:26-28, Mk 14:22-24, and Lk 22:19? Why the inconsistency in the translation of the word "esti"? If the NWT was consistent and translated the Greek word "esti" as "is" in these verses, what would these verses say?
A TNM traduz a palavra grega "esti" como "está" em quase todos os casos no Novo Testamento (Mateus 26:18, 38, Marcos 14:44, Lucas 22:38 etc.) Veja a Interlinear Grego-Inglês. Por que a TNM traduz esta palavra grega como "significa" em Mateus 26:26-28, Marcos 14:22-24 e Lucas 22:19? Por que a inconsistência na tradução da palavra "esti"? Se a TNM foi consistente e traduziu a palavra grega "esti" como "está" nestes versos, o que estes versículos diriam?
30. In Jn 20:28, Thomas refers to Jesus in Greek as "Ho kyrios moy kai ho theos moy". This translates literally as "the Lord of me and THE God of me". Why does Jesus, in Jn 20:29, affirm Thomas for having come to this realization? If Jesus really wasn't the Lord and THE God of Thomas, why didn't Jesus correct him for making either a false assumption or a blasphemous statement?
Em João 20:28, Tomé se refere a Jesus em grego como "Ho ho kyrios moy kai theos moy". Isso se traduz literalmente como "Meu Senhor e meu Deus". Por que Jesus, em João 20:29, apoia Tomé por ter vindo a esta compreensão? Se Jesus realmente não era o Senhor e Deus de Tomé, por que Jesus não o corrige por fazer ou uma suposição falsa ou uma declaração blasfema?
31. If Christ will not have a visible return to earth, then how will he be seen by "ALL the tribes of the earth" (Mt 24:30) and by "EVERY eye" (Rev 1:7) when he returns?
Se Cristo não tiver um retorno visível à terra, então como ele vai ser visto por "todas as tribos da terra" (Mateus 24:30) e por "TODO olho" (Apocalipse 1:7) quando ele voltar?
32. If the Holy Spirit is God's impersonal active force, how could he: Be referred to as "he" and "him" in Jn 16:7-8 and Jn 16:13-14; Bear witness - Jn 15:26; Feel hurt - Isa 63:10; Be blasphemed against - Mk 3:29; Say things - Ezek 3:24, Acts 8:29, 10:19, 11:12, 21:11, Heb10:15-17, Rev 2:7; Desire - Gal 5:17; Be outraged - Heb 10:29; Search -1Cor 2:10; Comfort - Acts 9:31; Be loved - Rom 15:30 ; Be lied to and be God - Acts 5:3-4?
Se o Espírito Santo é a força impessoal ativa de Deus, como ele poderia: ser referido como "ele" em João 16:7-8 e João 16:13-14; Dar testemunho – João 15:26; Sentir-se magoado - Isaías 63:10; Ser blasfemado contra - Marcos 3:29; Dizer coisas - Ezequiel 3:24, Atos 8:29, 10:19, 11:12, 21:11, Hebreus 10 :15-17, Apocalipse 2:07 ; Desejar - Gálatas 5:17; Estar indignado – Hebreus 10:29; Procurar – I Coríntios 2:10; Confortar - Atos 9:31; Ser amado - Romanos 15:30; Terem mentido para [ele] e ser Deus - Atos 5:3- 4?
33. What is the meaning of Rev 14:9-11, which says, "... If anyone worships the wild beast ... he shall be tormented with fire and sulphur ... And the smoke of their torment ascends forever and ever ...". Where could "anyone" be "tormented ... forever and ever"?
Qual é o significado de Apocalipse 14:9-11, que diz: "... Se alguém adorar a besta... será atormentado com fogo e enxofre ... E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. .. ". Onde poderia "qualquer um" ser "atormentados para todo o sempre ..."?
34. Jn 1:3 says in reference to Christ, "All things came into existence through him, and apart from him not even one thing came into existence". How could Christ have been a created being if ALL things came into existence through him? If Jesus was a created being, then according to Jn 1:3, Jesus would have had to create himself.
João 1:3 diz, em referência a Cristo, "Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e sem ele nada veio à existência". Como Cristo teria sido um ser criado se todas as coisas vieram à existência por meio dele? Se Jesus era um ser criado, então de acordo com João 1:3, Jesus teria de criar a si mesmo.
35. If the spirit of a man has no existence apart from the body, why does Stephen just before his death in Acts 7:59, pray to Jesus to "receive my spirit"? How could Jesus receive Stephen's spirit if a man's spirit ceases to exist when the body dies?
Se o espírito de um homem não tem existência fora do corpo, por que Estevão pouco antes de sua morte, em Atos 7:59, ora a Jesus "recebe o meu espírito"? Como poderia Jesus receber o espírito de Estevão se o espírito de um homem deixa de existir quando o corpo morre?
36. If the great crowd is to have everlasting life on paradise EARTH, why does 1Thess 4:17 say, "...we the living who are surviving will, together with them, be caught away in clouds to MEET THE LORD IN THE AIR; and thus we shall always be with the Lord"?
Se a grande multidão terá a vida eterna no paraíso TERRA, por que I Tessalonicenses 4:17 diz: "... nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com Ele nas nuvens, para encontrarmos o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor "?
37. If there are 144,000 spirit anointed people who have a heavenly hope, and a great crowd of people who have another hope of everlasting life on paradise earth, why does Paul say that there is only ONE hope (Eph 4:4), instead of two?
Se há 144.000 pessoas ungidas pelo espírito que têm uma esperança celestial, e uma grande multidão de pessoas que têm outra esperança de vida eterna no paraíso terrestre, por que Paulo diz que há apenas UMA esperança (Efésios 4:4), ao invés de duas?
38. If there is no conscious awareness after death, how could the "spirits in prison" be preached to by Christ after his death (1Pet 3:18-20) and how could the good news be "declared also to the dead" (1Pet 4:6)?
Se não há consciência após a morte, como poderia o "espíritos em prisão" terem sido pregados por Cristo após sua morte (I Pedro 3:18-20) e como poderia ser a boa notícia ser ", declarada também aos mortos" (I Pedro 4:6)?
39. In Phil 2:9, the NWT inserts the word "other", even though it doesn't appear in the original Greek (see Gr-Engl Interlinear). What is the reason for inserting this word? Is the word "Jehovah" a name? See Ex 6:3, Ps 83:18, and Isa 42:8. How would the verse read if the word "other" had not been inserted? What does scripture say about adding words to the Bible? See Prov 30:5-6.
Em Filipenses 2:9, a TNM insere a palavra "outro", mesmo que ela não apareça no grego original (ver Gr-Engl Interlinear). Qual é a razão para inserir esta palavra? Seria a palavra "Jeová" um nome? Veja Êxodo 6:3, Salmos 83:18, e Isaías 42:8. Como ficaria o verso se a palavra "outro" não houvesse sido inserida? O que as Escrituras dizem sobre a adição de palavras na Bíblia? Veja Provérbios 30:5-6.
40. Heb 9:28, speaking of Christ, says "... and the second time he appears..." How can Christ APPEAR a second time if he will not have a visible return to earth?
Hebreus 9:28, falando de Cristo, diz: "... e a segunda vez que ele aparecer ..." Como pode Cristo APARECER uma segunda vez, se ele não terá um retorno visível à terra?
41. Amos 4:11 says, "'I caused an overthrow among you people, like God's overthrow of Sodom and Gomorrah. And you came to be like a log snatched out of [the] burning; but you did not come back to me,' is the utterance of Jehovah." How can Jehovah speaking in this verse refer to another person as God ("... like GOD'S overthrow of Sodom ...")?
Amós 4:11 diz: "Subverti alguns dentre vós, como Deus subverteu a Sodoma e Gomorra. E vós fostes como um tição arrebatado do meio do incêndio a ser como uma pedra arrancada do que queima;. Mas vós não convertestes a mim,'disse Jeová ". Como pode Jeová que fala neste versículo referir-se a outra pessoa como Deus ("... como Deus subverter Sodoma ...")?
42. In Rev 19:1, where does it say that the "great crowd" will be?
Em Apocalipse 19:1, onde diz que a "grande multidão" estará?
43. If Christians are persecuted for the sake of Jehovah's name, why did Christ tell the first Christians that they would be persecuted for the sake of his (Jesus') name instead of Jehovah's (Mt 24:9, Mk 13:13, Lk 21:12, 17, Jn 15:21, and Acts 9:16)?
Se os cristãos são perseguidos por causa do nome de Jeová, por que Cristo diz aos primeiros cristãos que eles seriam perseguidos por causa de seu nome (de Jesus) em vez de Jeová (Mateus 24:9, Marcos 13:13, Lucas 21, 12, 17, João 15:21, e Atos 9:16)?
44. In Col 1:15-17, the NWT inserts the word "other" 4 times even though it is not in the original Greek (see Gr-Engl interlinear). Why is the word "other" inserted? How would these verses read if the word "other" had not been inserted?
Em Colossenses 1:15-17, a TNM insere a palavra "outros" quatro vezes, mesmo que ela não esteja no grego original (ver Gr-Engl interlinear). Por que foi a palavra "outro" inserida? Como estes versos ficariam se a palavra "outro" não houvesse sido inserida?
45. In 2 Pet 1:1, the NWT inserts the word "the". Why is it inserted? How would the verse read if the word "the" was not inserted? What does scripture say about adding words to the Bible? (See Prov 30:5-6).
Em II Pedro 1:1, a TNW insere a palavra "do". Por que foi inserida? Como o versículo ficaria se a palavra "do" não tivesse sido inserida? O que as Escrituras dizem sobre a adição de palavras na Bíblia? (Veja Provérbios 30:5-6).
46. In the sermon on the mount, when Jesus was addressing the "great crowd" (Lk 6:17), why did he tell them in Lk 6:22-23, "...your reward is great in heaven ..."?
No Sermão da Montanha, quando Jesus se dirigia à "grande multidão" (Lucas 6:17), por que ele lhe diz, em Lucas 6:22-23, "... a vossa recompensa será grande no céu ..."?
47. In Mt 1:23, who is Matthew referring to here that has been given the name which means "With Us Is God"?
Em Mateus 1:23, a quem Mateus está referindo-se aqui a quem foi dado o nome que significa "Deus está conosco"?
48. In Rev 14:13, how can the dead be "happy" and find "rest" if there is no conscious awareness after death?
Em Apocalipse 14:13, como podem os mortos serem "felizes" e encontrar "descanso" se não há consciência após a morte?
49. If Jesus was executed on a torture stake, with both hands together over his head, instead of on a cross with both hands outstretched, why does Mt 27:37 say that the sign "This is Jesus the King of the Jews" was "posted above his HEAD" instead of being posted above his hands? How could it have been posted above his head if his arms were stretched out over his head?
Se Jesus foi executado numa estaca de tortura, com ambas as mãos sobre a cabeça, em vez de uma cruz com as duas mãos estendidas, por que Mateus 27:37 diz que a placa "Este é Jesus, o Rei dos Judeus" foi "posta encima de sua cabeça "em vez de ter sido posta encima suas mãos? Como poderia ter sido posto encima da sua cabeça, se seus braços estavam estendidos sobre a cabeça?
50. In Lk 4:12, the NWT translates "kyrios" (Gr-lord) as "Jehovah", which makes the verse read "... 'You shall not put Jehovah your God to the test.'" See Gr-Engl Interlinear. Why is kyrios translated as "Jehovah" in this verse? Was the devil, in Lk 4:9-11, putting Jehovah to the test or JESUS to the test?
Em Lucas 4:12, a TNM traduz "kyrios" (Gr-senhor) como "Jeová", o que faz o versículo assim "... Você não pode pôr o Senhor teu Deus à prova. '"Veja Gr-Engl Interlinear . Por que é kyrios traduzido como "Jeová" neste versículo? Era o diabo, em Lucas 4:9-11, colocando o Senhor à prova ou JESUS à prova?
51. The Bible says that ONLY God is our savior (Hos 13:4, Isa 43:11,45:21, etc.). How can it be then, that the Bible repeatedly says that Jesus Christ is our savior (Lk 2:11, Phil 3:20, Tit 2:13, 3:6, 2Pet 1:1, 2:20, 3:18, etc.)?
A Bíblia diz que SOMENTE Deus é o nosso salvador (Oséias 13:4, Isaías 43:11, 45:21, etc.) Como pode ser então a Bíblia dizer repetidamente que Jesus Cristo é nosso Salvador (Lucas 2:11, Filipenses 3:20, Tito 2:13, 3:06, II Pedro 1:1, 2:20, 3:18, etc)?
52. Referring to Isa 14:9-17, if there is no conscious awareness after death, how could Sheol "... become agitated at you in order to meet you on coming in..." (v.9), how could the souls in Sheol "... speak up and say to you..." (v.10-11), how could the souls in Sheol when "...seeing you will gaze even at you; they will give close examination even to you, [saying,] 'Is this the man'..." (v. 16-17), and how would you be aware that this was happening?
Referindo-se a Isaías 14:9-17, se não há consciência após a morte, como poderia Sheol "... tornar-se agitado com você, a fim de encontrar-se com ao entrar..." (V.9), como poderiam as almas no Sheol "... falar e dizer para você ..." (V.10-11), como poderiam as almas no Sheol, quando "... vendo você olhar para você espantados , vão perguntar, [dizendo] 'É este o homem'..." (V. 16-17), e como você estaria ciente de que isto estava acontecendo?
53. Heb 3:1 refers to "holy brothers, partakers of the heavenly calling". In Mk 3:35, Jesus says, "Whoever does the will of God, this one is my brother ...". Therefore, according to the Bible, whoever does the will of God is a brother of Jesus and a partaker of the heavenly calling. How can this be if the Watchtower Society teaches that only 144,000 people go to heaven?
Hebreus 3:1 se refere a "santos irmãos, participantes da vocação celestial". Em Marcos 3:35, Jesus diz: "Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão ...". Portanto, de acordo com a Bíblia, quem faz a vontade de Deus é um irmão de Jesus e um participante da vocação celestial. Como pode ser isso, se a Sociedade Torre de Vigia ensina que apenas 144.000 pessoas vão para o céu?
54. Heb 11:16, in speaking about some of the faithful people of the Old Testament (Abel, Noah, Abraham, etc.) says, "But now they are reaching out for a better [place], that is, one belonging to heaven..." and, "... their God for he has made a city ready for them." The footnote on the word "city" refers to HEAVENLY Jerusalem of Heb 12:22 and Rev 21:2. How can this be since according to the teachings of the Watchtower Society, the only people who will go to heaven are the 144,000 spirit anointed who have been chosen from people who lived after Christ died?
Hebreus 11:16, ao falar sobre alguns dos fiéis do Antigo Testamento (Abel, Noé, Abraão, etc), diz: "Mas agora eles estão buscando uma melhor [lugar], isto é, um celestial... " e, "... seu Deus porque ele fez uma cidade pronta para eles." A nota de rodapé na palavra "cidade" se refere a Jerusalém celestial de Hebreus 12:22 e Apocalipse 21:2. Como pode ser isso pois de acordo com os ensinamentos da Sociedade Torre de Vigia, as únicas pessoas que irão para o céu são os 144.000 ungidos pelo espírito que foram escolhidos a partir de pessoas que viveram depois de Cristo morreu?
55. Rev 20:10 says, "And the Devil ... the wild beast and the false prophet [already were]; and they will be tormented day and night forever and ever." Where will the devil, the wild beast, and the false prophet be "tormented day and night forever and ever"?
Apocalipse 20:10 diz: "E o Diabo ... a besta e o falso profeta [já foram], e eles serão atormentados dia e noite para todo o sempre." Onde o diabo, a besta, e o falso profeta serão "atormentados dia e noite para todo o sempre"?
56. In Lk 24:36-39 and in Jn 20:26-27, Jesus showed his disciples the wounds in his body as proof of his resurrection. If Jesus' body had been destroyed by God after he died, how could Jesus show the disciples his body which had the wounds in his hands, feet, and side and claim that he is not just a spirit, "because a spirit does not have flesh and bones just as you behold that I have" (Lk 24:39)?
Em Lucas 24:36-39 e em João 20:26-27, Jesus mostrou aos discípulos as feridas em seu corpo como prova de sua ressurreição. Se o corpo de Jesus houvesse sido destruído por Deus depois que ele morreu, como poderia Jesus mostrar aos discípulos seu corpo que tinha as feridas em suas mãos, pés e lado e afirmar que ele não era um espírito, "porque um espírito não tem carne e ossos assim como você vê que eu tenho "(Lucas 24:39)?
57. If Christ was created by God and was the wisdom of God (Prov 8:1-4, 12, 22-31), then before Jesus would have been created, God would have had to have been without wisdom. How is it possible that God could have ever been without wisdom?
Se Cristo foi criado por Deus e era a sabedoria de Deus (Provérbios 8:1-4, 12, 22-31), então antes de Jesus ter sido criado, Deus teria de ter sido sem sabedoria. Como é possível Deus alguma vez ter sido sem sabedoria?
58. Rev 7:11 says that "before the throne" is in heaven where "all the angels were standing". Rev 14:2-3 says "And I heard a sound out of heaven ... And they were singing as if a new song before the throne ...". Rev 7:9 says, "... look, a great crowd ... standing before the throne...". Rev 7:14-15 says, "...There are the ones that come out of the great tribulation ... That is why they are before the throne of God ...". Therefore, if "before the throne " means in heaven (Rev 7:11, 14:2-3), and the "great crowd" is "before the throne" (Rev 7:9, 7:14-15), where does that mean that the great crowd will be?
Apocalipse 7:11 diz que "diante do trono" que está no céu, onde "todos os anjos estavam em pé". Apocalipse 14:2-3 diz: "E ouvi um barulho do céu ... E eles estavam cantando como se um cântico novo diante do trono ...". Apocalipse 7:9 diz: "... olhe, uma grande multidão ... em pé diante do trono ...". Apocalipse 7:14-15 diz: "... Aqueles são os que saíram da grande tribulação ... É por isso que estão diante do trono de Deus ...". Portanto, se "diante do trono" significa no céu (Apocalipse 7:11, 14:2-3), e a "grande multidão" está "diante do trono" (Apocalipse 7:9, 7:14-15), onde isso significa que a grande multidão estará?
59. If Jesus Christ is Michael the Archangel, how can Mt 25:31 say, "When the Son of man arrives in his glory, and ALL the angels with him, ...". Since "all the angels" would certainly include Michael the Archangel, is it possible that Jesus could return with himself?
Se Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel, como pode Mateus 25:31 dizer: "Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e todos os anjos com ele, ...". Uma vez que "todos os anjos" certamente incluiria Miguel Arcanjo, é possível que Jesus poderia retornar consigo mesmo?
60. In Lk 20:37-38, how could Abraham, Isaac, and Jacob be "all living to him (God)", since they all died hundreds of years before Jesus said this?
Em Lucas 20:37-38, como poderia Abraão, Isaque e Jacó estarem "todos vivendo para ele (Deus)", já que todos eles morreram centenas de anos antes de Jesus disse isso?
61. If the soul dies when the body dies, how could the "souls" of Rev 6:9- 11, who were of those who had been "slaughtered" (i.e., killed), cry out "with a loud voice, saying: 'Until when Sovereign Lord ..."?
Se a alma morre quando o corpo morre, como poderia as "almas" de Apocalipse 6:9-11, que eram dos que tinham sido "abatidos" (isto é, mortos), gritar "com grande voz, dizendo: Até quando Soberano Senhor ..."?
62. In Mt 28:19, Jesus tells his disciples to baptize "people of all the nations ...in the name of the Father and of the Son and of the holy spirit". Why would the disciples be instructed to baptize in the name of anybody or anything who was not God? Do Jehovah's Witnesses follow the command of Jesus and baptize "in the name of the Father and of the Son and of the holy spirit"?
Em Mat 28:19, Jesus diz a seus discípulos para batizar "as pessoas de todas as nações ... em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Por que seriam os discípulos instruídos para batizar em nome de alguém ou algo que não fôsse Deus? Será que os Testemunhas de Jeová seguem o mandamento de Jesus e batizam "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo"?
63. If the human soul IS the person, how could the soul go out of a person (Gen 35:18) or come back into a person (1Kings 17:21)?
Se a alma humana É a pessoa, como poderia a alma sair de uma pessoa (Gênesis 35:18) ou voltar para uma pessoa (I Reis 17:21)?
64. The Watchtower Society teaches that the earth will never be destroyed or depopulated. How can it be, then, that God says in Isa 51:6, "... the earth itself will wear out, and its inhabitants will die like a mere gnat ...", and that Jesus says in Mt 24:35, "Heaven and earth will pass away...", and that John says in Rev 21:1 that he saw "... a new heaven and a NEW earth, for the former heaven and the FORMER earth had passed away, and the sea is no more."?
A Sociedade Torre de Vigia ensina que a terra nunca será destruída ou despovoada. Como pode ser, então, que Deus diz em Isaías 51:6: "... a própria terra se desgastará, e seus habitantes morrerão como um mero mosquito ...", e que Jesus diz em Mateus 24:35 , "O céu e a terra passarão ...", e que João diz em Apocalipse 21:1 que viu" ... um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado, e o mar não existe mais. "?
65. Referring to Lk 12:4-5, what would be left of a person after they were killed that could be thrown into Gehenna?
Referindo-se a Lucas 12:4-5, o que restaria de uma pessoa depois que ela fosse morta e que fosse jogada no inferno?
66. Who or what does the spirit of Christ (Phil 1:19, Gal 4:6, Rom 8:9) refer to? In Gal 4:6, how is it possible that the spirit of Christ could come into our hearts? How is it possible that the spirit of CHRIST could reside in someone? If what the Watchtower Society teaches is true, how could Paul make this statement if Christ was a spirit person residing in heaven?
A quem ou ao que o espírito de Cristo (Filipenses 1:19, Gálatas 4:6, Romanos 8:9) se refere? Em Gálatas 4:6, como poderia o espírito de Cristo entrar em nosso coração? Como é possível o Espírito de Cristo residir em alguém? Se o que a Sociedade Torre de Vigia ensina é verdade, como Paulo poderia fazer esta declaração, se Cristo era uma pessoa espiritual que reside no céu?
67. In Jn 8:56, Jesus says, "Abraham your father rejoiced greatly in the prospect of seeing my day, and he saw it and rejoiced". Since Abraham died hundreds of years before Jesus said this, how could Jesus say that Abraham "saw it and rejoiced", if there is no conscious awareness after death?
Em João 8:56, Jesus diz: "Abraão, vosso pai, se alegrou muito com a perspectiva de ver o meu dia, viu-o e regozijou-se". Já que Abraão morreu centenas de anos antes de Jesus dizer isso, como poderia Jesus dizer que Abraão "viu e regozijou-se", se não há consciência após a morte?
68. In Jn 6:51, Jesus says that a person must eat "of this bread" in order to "live forever", and that "the bread that I give IS my flesh". In Jn 6:63, Jesus says "... Unless you eat the flesh of the son of man and drink his blood, you have no life in yourselves." In Jn 6:54-55, Jesus says, "He that feeds on my flesh and drinks my blood has everlasting life..." and "... for my flesh is true food and my blood is true drink." Do you partake of the flesh of Christ , as Jesus commanded, in order to have life in yourself and in order to live forever?
Em João 6:51, Jesus diz que uma pessoa deve comer "deste pão", a fim de "viver para sempre" e que "o pão que eu darei é minha carne". Em João 6:63, Jesus diz: "... Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos." Em João 6:54-55, Jesus diz: "Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna ..." e "... para a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida." Você participa da carne de Cristo, como Jesus ordenou, a fim de ter a vida em si mesmos e, a fim de viverem para sempre?
69. Every true Christian would agree that we should follow the commands of God. In Mk 9:7, God the Father commands us to listen to Jesus. Do you follow this command and listen to Jesus? After all, Jesus died for your personal sins (1Jn 2:2, 1Pet 2:24). Jesus tells us to go directly to him (Mt 11:28-30), and the Father commanded us to listen to Jesus. Why? Because JESUS gives us everlasting life (Jn 10:28), and so that JESUS will enter our house and be with us and give us the right to sit on his throne (Rev 3:20- 21). Do you pray to Jesus as Paul and the early Christians did (1Cor 1:2)? Do you partake of the flesh of Christ as Jesus commanded (Jn 6:51)? If not, then are you following the command of the Father who said "Listen to him"?
Todo verdadeiro cristão concordaria que devemos seguir os mandamentos de Deus. Em Marcos 9:7, Deus Pai nos ordena ouvir a Jesus. Você segue este comando e ouve a Jesus? Afinal, Jesus morreu pelos seus pecados pessoais (I João 2:2, I Pe dro 2:24). Jesus nos diz para irmos diretamente a ele (Mateus 11:28-30), e que o Pai nos mandou ouvir a Jesus. Por quê? Porque Jesus nos dá a vida eterna (João 10:28), e para que JESUS entre em nossa casa e fique com a gente e nos dê o direito de nos sentarmos no seu trono (Apocalipse 3:20-21). Você ora a Jesus como Paulo e os primeiros cristãos faziam (I Coríntios 1:2)? Você participa da carne de Cristo, como Jesus ordenou (João 6:51)? Você está então seguindo o comando do Pai que disse: "Ouça-o"?
sábado, 9 de julho de 2011
The Used Prayer Book: Give Me A Break...the Orthodox Western Rite
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
domingo, 13 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Depoimentos
Olá amigos.
Sou Jorge Paulino (de Moçambique, talvez o 1o Moçambicano a se juntar ao Fórum).
Sou buscador da verdade e me parece que eu e vocês temos coisas em comum: “Vontade de libertar as pessoas da escravidão da cegueira mental criada pela STV.” Felizmente, graças a pessoas como vocês (que partilham a informação com quem quer que a desejar), consegui me libertar da cegueira que me apoquentava há anos. Sem essas pessoas, não sei que rumo minha vida teria.
Minha história como TJ (Resumo)
Quando eu ainda era bem novo (talvez aos 9 anitos), minha mãe converteu-se a TJ. E como era de se esperar eu também tinha de seguir o mesmo rumo. Aos 14 ou 15 anos me tornei “publicador não baptizado”, aos 16 me baptizei. Aos 26 me tornei Servo Ministerial. Mas uma coisa confesso: nunca gostei de ser TJ. Sempre tive minhas dúvidas e questões que me levavam a crer que aquela religião não tinha bases para se auto intitular de verdadeira, o pior, a única verdadeira. Minha vida sempre foi uma batalha nos murros da organização. Eu quase funcionava como um robô comandado pelos meus pais: me tornei publicador, porque eles queriam; me baptizei, porque eles queriam; tentava ser zeloso, porque eles queriam. Em fim, tudo (ou boa parte do que fazia) era para agradar a eles. Quando cresci, cresceu também o número de pessoas a quem tinha de agradar: os meus amigos TJs, os “irmãos” que tanto me admiravam. Chegou uma altura que eu sentia que estava a suportar a alegria de muitos.
A desilusão
Nos finais de 2007 comecei a pesquisar sobre as Testemunhas de Jeová (na net, claro) e não demorou para as minhas dúvidas ficarem esclarecidas: Afinal de facto estava a ser enganado! Li o “Crise” e no final a desilusão se apoderou de mim. O que teria de fazer então? Abandonar tudo? Acho que não! Que impactos teria em mim essa mudança brusca? Não! Não devia abandonar, afinal ainda não me identificava com a nova realidade. As bases para refutar tudo o que aprendi durante mais de 15 anos ainda não as possuía. Mas será que o que acabava de descobrir era verdade? Bom, eu me dei tempo de fazer uma análise independente. Comecei por ler a bíblia da ponta-para-ponta, duas vezes em menos de 9 meses. O objectivo era encontrar algo que provasse que de facto fui iludido. Da minha leitura da bíblia + aquilo que eu lia em blogues de pessoas comprometidas com a verdade, formei as minhas próprias bases para me virar contra a organização, alias, para me livrar dela.
Nos princípios de 2008 eu já estava +/- claro e estava a estudar a melhor maneira de eu largar tudo. Mas eu não podia simplesmente abandonar, senão seria confundido com tantos outros que abandonam a organização por “motivos fúteis”. Eu queria deixar muita curiosidade (nos irmãos) com a minha saída. Felizmente nesse período fui nomeado como “Servo ministerial” e estava nas minhas mãos todo o material para impressionar as pessoas para depois dar o “golpe”. Dito e feito. Aproveitei-me do meu novo cargo para impressionar todo o mundo: com os discursos (que na maioria das vezes se confundiam com discursos de superintendentes viajantes), comentários muito construtivos (mesmo sabendo que a maioria do que eu comentava era mentira), zelo no campo, sorrisos aqui e sorrisos ali. Ao fim de um ano eu já era considerado o pilar da congregação. E a admiração que as pessoas tinham por mim era notável. Prontos, o solo já estava fértil. Mas e depois? Bom, depois tinha de abandonar tudo! Sim, mas e depois? Depois muitos iriam questionar os “porquês” de eu ter abandonado a organização. Afinal eu era muito zeloso e não tinha “mancha do mundo”. Sim, mas, e depois? Afinal depois de abandonar ninguém mais iria querer saber de mim. Logo, não teria como fazer entender a multidão dos meus amigos os motivos que fizeram com que eu me afastasse do “caminho da vida”. É verdade! Mas, e se eu fizesse um livro?! Talvez ele poderia falar por mim mesmo depois de eu ter abandonado. Isso fazia sentido! Então me dei tempo de documentar os motivos do meu afastamento. Nos princípios deste ano (2009) me empenhei em fazer esse documento o qual decidi intitular: “Por que deixei de ser membro da ‘única’ religião ‘verdadeira’”. Em Agosto a obra já estava pronta e eu já tinha o passaporte para me livrar da STV. No dia 2 de Setembro enviei uma carta ao superintendente presidente pedindo uma reunião com todos os ancião. No dia 6 de Setembro houve a tal reunião e eu me despedi deles. E lhes informei que os motivos da minha dissidência estavam documentados no livro que com eles deixei. E prontos! Foi bastante chocante para eles. E no dia 11 de Setembro viria a ser triste para toda a congregação pois foi nesta data que a minha dissociação (a primeira na minha congregação) foi anunciada. No final da reunião foram seleccionados alguns irmãos e foram severamente instruídos a não ler o meu livro, e para os que já o possuiam, o conselho foi de eles queimá-lo. Já havia entregado o livro a alguns amigos meus e ninguém se interessou em queimá-lo e acredito que pessoas inteligentes ficarão mais curiosas e procurarão o livro. No dia seguinte mandei uma mensagem (aos anciãos)com este texto: “Por favor não queimem o meu livro. Lembrem-se de que a verdade não teme a mentira”. E de certeza eles ficaram “sem boca”; nem me responderam. Tenho esperança de que o livro vai livrar muitos dos grilhões da STV. Os que já folhearam o livro disseram-me o conteúdo faz muito sentido.
B. J. Kotwall
Estes versículos da parábola de Jesus são usados pela Sociedade Torre de Vigia com mais freqüência do que quaisquer outros, para manter um controlo apertado sobre as Testemunhas de Jeová:
"Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens." (Mateus 24:45-47)
É nossa intenção mostrar neste artigo que a Sociedade Torre de Vigia tem usado estes versículos da parábola para extrair deles um sentido profético incorreto e completamente injustificado. (A Sentinela, 1.º de setembro de 1981, p. 24; The Watchtower, 15 de julho de 1960, p. 462; Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, 1975, p. 350)
O "Escravo" era todo o corpo de Cristo
Até 1895, a Sociedade Torre de Vigia ensinou que o "Escravo" era todo o corpo de Cristo. (Zion's Watch Tower, novembro de 1881, p. 291; janeiro de 1890, p. 1171; 1.º de abril de 1895, p. 1797).
Russell era o "Escravo"!
Mas em breve, em 1896, eles mudaram de idéias e um indivíduo, Charles T. Russell, foi escolhido como "Escravo". Acontecia que Russell também era quem mandava na Sociedade Torre de Vigia.
Comentadores bíblicos, fora da Sociedade Torre de Vigia, entendem esta passagem como uma parábola, que Jesus deu para encorajar cada um dos seus seguidores individuais a ser um servo fiel e sábio, em vez de um escravo mau. Jesus não estava dando aqui uma profecia como a Sociedade Torre de Vigia defende. Em apoio disso, Jesus continuou, dizendo nos versículos seguintes:
48 "Mas, se é que aquele escravo mau disser no seu coração: 'Meu amo demora', 49 e principiar a espancar os seus co-escravos, e a comer e beber com os beberrões inveterados, 50 o amo daquele escravo virá num dia em que não espera e numa hora que não sabe, 51 e o punirá com a maior severidade e lhe determinará a sua parte com os hipócritas. Ali é onde haverá o [seu] choro e o ranger de [seus] dentes." (Mateus 24:48-51)
Porém, Russell converteu esta admoestação numa designação pessoal dele próprio como o "Escravo Fiel e Sábio" -- o porta-voz de Deus para a Humanidade! Entre 1896 e 1927, a Sociedade Torre de Vigia ensinou que Russell era aquele Servo (ou Escravo). (Zion's Watch Tower, 1.º de março de 1896, p. 1946; Studies in the Scriptures, vol. 1, edições de 1924-1927, p. 7; vol. 4, p. 613; vol. 7, p. 3, 5, 418, 422; The Watch Tower, 1.º de março de 1917, p. 6049; Harp of God, 1921, p. 229).
Russell não era o "Escravo"!
Rutherford, o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia, mudou essa crença em 1927 e afirmou que a designação do escravo aplicava-se, não a um indivíduo -- Russell -- mas sim à organização Sociedade Torre de Vigia. Foi também publicitado falsamente que Russell nunca afirmara ser esse "Escravo" (The Watch Tower, 15 de fevereiro de 1927, p. 56; Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, 1975, p. 346). No entanto, como os críticos expuseram esta mentira da Sociedade Torre de Vigia, eles fizeram uma admissão parcial no seu último livro de história, Testemunhas de Jeová -- Proclamadores do Reino de Deus (1993), dizendo: "O conceito que ela [a esposa de Russell] expressara sobre a identidade do 'servo fiel' chegou a ser sustentado de modo geral pelos Estudantes da Bíblia por uns 30 anos." (p. 143) O livro na mesma página também lança as culpas sobre a esposa de Russell, Maria, por ter ensinado que Russell era aquele "Servo". Os escritores do livro Proclamadores estão a fingir que desconhecem a Watch Tower de 1.º de março de 1917, p. 6049, que diz muito claramente que "a Watch Tower [Torre de Vigia] proclama sem hesitações o irmão Russell como 'aquele servo fiel e sábio'".
O "Escravo" tem mais de 1800 anos de idade!
A Sociedade Torre de Vigia também ensina, sem qualquer apoio, que o "Escravo" representa a congregação cristã desde o seu começo em 33 A.D. até agora:
"As Testemunhas de Jeová crêem que esta parábola se refere à única congregação verdadeira dos seguidores ungidos de Jesus Cristo. A partir de Pentecostes de 33 E.C. e continuando durante os 19 séculos desde então, esta congregação semelhante a um escravo tem alimentado espiritualmente os seus membros, fazendo isso com fidelidade e discrição." (A Sentinela, 1.º de setembro de 1981, p. 24)
E ainda:
"Desde Pentecostes de 33 A.D., até esta hora presente, esta ("alimentação") tem sido realizada amorosa e cuidadosamente. Sim, e estes "domésticos" têm sido alimentados com comida espiritual progressiva que os mantém a par com a "luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido."" (The Watch Tower, 15 de julho de 1960, p. 435)
Portanto, a bem nutrida congregação cristã ("Escravo"), como afirma a Sociedade Torre de Vigia, tinha mais de 1800 anos de idade quando Russell apareceu em cena em meados da década de 1870. Esta afirmação é um completo disparate, sem qualquer prova ou justificação. Porque, se era mesmo verdade que havia um "Escravo" operando durante mais de 1800 anos, não teria havido necessidade de Russell "reviver as grandes verdades ensinadas por Jesus e pelos apóstolos" (Jehovah's Witnesses in the Divine Purpose, 1959, p. 17). A Sociedade Torre de Vigia não consegue dizer onde estava essa congregação com 1800 anos de idade! Russell certamente não procurou essa congregação inexistente, nem essa mítica congregação procurou Russell! De fato, Russell nunca se voltou para qualquer organização terrestre. Ele agiu independentemente e por conta própria. Russell e os seus associados eram na realidade contra as organizações terrestres. Russell afirmou que:
"Nós não pertencemos a NENHUMA organização terrestre [...] Todos os santos que vivem agora, ou que viveram durante esta era, pertenceram à ORGANIZAÇÃO DA NOSSA IGREJA; tais são todos UMA Igreja, e não existe NENHUMA OUTRA reconhecida pelo Senhor. Por essa razão, qualquer organização terrestre que interfira de algum modo com esta união de santos é contrária aos ensinos das Escrituras e oposta à vontade do Senhor". (Zion's Watch Tower, fevereiro de 1884, p. 2)
O "Escravo" estava espiritualmente impuro!
Consideremos agora a afirmação da Sociedade Torre de Vigia, de que Cristo voltou invisivelmente em 1914 e em 1919 fez um julgamento no templo que resultou na seleção da Sociedade Torre de Vigia em detrimento de todas as outras igrejas! Jesus realizou isto apesar do fato de saber que a Sociedade Torre de Vigia estava espiritualmente impura nesse mesmo tempo!
"As Escrituras descrevem-nos como tendo vestes impuras devido à sua longa associação com a apostasia cristã [...] Eles tinham muitas práticas, características e crenças similares às seitas da cristandade semelhantes a joio." (The Watchtower, 15 de julho de 1960, pp. 435-436)
O "Escravo" serviu alimento contaminado!
Outro critério para a seleção da Sociedade Torre de Vigia foi este: "A questão era servir alimento, a espécie correta de alimento no tempo apropriado. Tinha de ser sobre isso que o retornado amo precisava fazer uma decisão." (Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, 1975, p. 350)
Mas observamos que "a espécie correta de alimento" servido pela Sociedade Torre de Vigia nesse tempo consistia, entre outras coisas, nisto.
O ensino de que o tempo do fim tinha começado em 1799.
Cristo voltou de forma invisível em 1874.
O mundo será destruído em 1914.
As pirâmides são Testemunhas de Deus -- uma "Bíblia" em pedra.
Rutherford tinha começado a pregar nos seus discursos que o mundo acabaria em 1925. Mais tarde, em 1925, ele publicou um livro sobre o mesmo assunto.
Foi publicado em 1917 o livro The Finished Mystery (O Mistério Consumado). O livro continha a matéria mais disparatada que a Sociedade Torre de Vigia alguma vez publicou num único livro.
Pedem-nos que acreditemos que apesar destas aberrações da Sociedade Torre de Vigia nesse tempo, Jesus decidiu escolher a Sociedade Torre de Vigia acima de todas as outras seitas! E é claro que a designação foi confirmada por Jesus e transmitida à Sociedade Torre de Vigia -- tudo invisível também! Quanto à necessidade de a Sociedade Torre de Vigia estar servindo alimento que era claramente superior às outras seitas cristãs [para poder ser escolhida por Jesus], vejam-se as próprias admissões da Sociedade Torre de Vigia, citadas acima, na The Watchtower, 15 de julho de 1960, pp. 435-436 e Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, 1975, p. 350.
Mais de 99% dos "Escravos" não fornecem qualquer alimento!
Outro ponto importante é que o "escravo fiel e discreto" supostamente é constituído por todo o restante dos 144.000, que atualmente são 8.661 segundo a última contagem efetuada pela Sociedade Torre de Vigia [A Sentinela, 1.º de janeiro de 2001]. Estes "ungidos" do restante estão espalhados por todo o mundo. É suposto que este "escravo" composto de 8.661 pessoas ungidas partilhe na distribuição de alimento conforme diz a parábola, e como corpo coletivo eles foram TODOS designados sobre os domésticos do amo. (Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro, 1983, p. 119; Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, 1975, pp. 342-343; A Sentinela, 1.º de setembro de 1981, p. 24). É uma charada completa dizer que estes 8.661 "ungidos" do restante, que estão distribuídos à volta do mundo, fazem qualquer tipo de preparação e distribuição do alimento espiritual apresentado às Testemunhas de Jeová pela Sociedade Torre de Vigia. Raymond Franz, ex-membro do Corpo Governante da Sociedade Torre de Vigia, no seu livro In Search of Christian Freedom (Em Busca de Liberdade Cristã, 1991) refere-se a este assunto, dizendo:
"Essa é provavelmente a ficção mais óbvia que podemos encontrar em todo o conjunto de explicações sobre as Escrituras publicadas pela organização. O fato é que nem sequer 1% do número de 'ungidos' tem a mínima parte em determinar o que as Testemunhas de Jeová recebem sob a forma de material bíblico ou na elaboração de políticas ou na direção das atividades dessas pessoas [...] A esmagadora maioria dos artigos publicados na revista A Sentinela foram escritos por pessoas que não pertencem à 'classe ungida'." (p. 154)
Cronologicamente, o "Escravo" não existe!
Outro ponto importante é que a data 1914 para a chegada de Jesus é baseada numa cronologia da Sociedade Torre de Vigia que é inquestionavelmente falsa. A data 607 A.C. para a destruição de Jerusalém, que eles usam como base para os seus cálculos, tem contra si uma quantidade de evidência muito forte e simplesmente não tem qualquer apoio fora da Sociedade Torre de Vigia. O fato de o conceito da identificação do "Escravo" se basear em cálculos cronológicos falsos obviamente demonstra que o "Escravo" não tem "existência" justificada. Carl Olof Jonsson, no seu livro The Gentile Times Reconsidered (Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, 1998), recorrendo a argumentos irrefutáveis e muito sólidos, demonstra que é falsa a posição da Sociedade Torre de Vigia quanto à data 1914 e quanto ao mito subsequente do "Escravo".
Em conclusão, gostaríamos de declarar que a história do "escravo fiel e discreto" é uma fábula falsificada feita por homens. Este "Escravo" merece o completo desprezo e rejeição de todas as pessoas racionais.
Resumo
Consideramos várias razões que provam que "o escravo fiel e discreto" é um produto da imaginação da Sociedade Torre de Vigia. Eis um resumo destas razões.
A Sociedade Torre de Vigia nem sequer tem certeza sobre o que deseja publicar sobre a entidade do "Escravo". Até 1896, a Sociedade Torre de Vigia especulou que o "Escravo" era uma organização (o inteiro corpo de Cristo). Entre 1896 e 1927 (11 anos depois da morte de Russell) a Sociedade Torre de Vigia defendeu que o "Escravo" era um indivíduo" -- Russell. Depois de 1927 a Sociedade Torre de Vigia novamente conjeturou que o "Escravo" era uma organização.
A Sociedade Torre de Vigia considerava que o "Escravo" teve uma existência durante cerca de 1800 anos, desde Pentecostes. Não foi apresentada qualquer justificação ou prova para isso -- apenas se afirmou tal coisa. Isto foi, mais uma vez, uma especulação crassa.
Apesar do fato de o "Escravo" estar espiritualmente impuro e estar servindo alimento "contaminado", espera-se que acreditemos que Jesus selecionou a Sociedade Torre de Vigia como "Escravo" dentre todas as outras seitas cristãs. Cristo alegadamente fez isso apesar do fato de a Sociedade Torre de Vigia estar ainda espiritualmente impura e servindo "alimento" contaminado no exato momento em que estava sendo feita a sua designação por Jesus! Tudo isto foi admitido pela Sociedade Torre de Vigia nas suas próprias publicações, conforme foi mostrado acima.
O "Escravo", que supostamente é composto por todo o restante dos 144.000, atualmente totaliza 8.661 pessoas "ungidas", e é suposto que todas colaborem em providenciar "alimento" às Testemunhas de Jeová em todo o mundo. Porém, na realidade, estas pessoas são apenas figuras decorativas e nunca são consultadas em nenhuma das decisões ou anúncios feitos pela Sociedade Torre de Vigia. Todo o conceito do modo como funciona o restante é um fingimento ridículo e manifestamente falso.
Uma cronologia defunta e completamente falsa estabeleceu 1914 como a data da "volta" de Jesus. Como já se provou que essa cronologia é falsa, pode-se afirmar que Jesus não voltou em 1914 e consequentemente não podia ter selecionado a Sociedade Torre de Vigia como o "Escravo" em 1919!
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Previsões Fracassadas das Testemunhas de Jeová
"Cristãos maduros também podem se desapontar, e isto tem, em alguns casos, levado à derrocada espiritual. Alguns depositaram sua esperança em uma data, na qual tinham certeza de que o Armagedom viria. Quando nada aconteceu naquele dia, eles sentiram-se decepcionados."
A Sentinela de 15 de Abril de 1990
"Se estas profecias não se cumpriram, e se toda possibilidade de cumprimento já passou, então provou-se que estes profetas são falsos."
Profecia, 1929, pág. 22
"Religiões fundamentalistas muitas vezes procuram tirar da Bíblia o que ela simplesmente não contém: o dia e a hora exatos do fim deste mundo."
A Sentinela de 1.º de abril de 1997, p. 4
Índice
"No entanto, o profeta que presumir falar em meu nome alguma palavra que não lhe mandei falar...., tal profeta terá de morrer." - Deuteronômio 18: 20 (grifo acrescentado)
As palavras acima demonstram bem quão séria era a questão do dom de profecias dentre os do povo de Israel. A penalidade deixava bem claro a qualquer pretenso profeta o que o aguardaria em caso de impostura. É compreensível que fosse assim, pois, o "ofício" de profeta tem uma peculiaridade que o torna particularmente perigoso - as palavras de um suposto profeta são recebidas como oriundas do próprio Deus. Nações inteiras seguiriam cegamente um profeta da mesma forma que os ratos da lenda seguiam o flautista de Hamelin. Inteiramente à mercê das palavras "proféticas", as massas poderiam ser levadas a cometer ou sofrer atrocidades. De fato, a vida de muitos seres humanos poderia estar em jogo. Sob essa perspectiva, é compreensível que a lei mosaica não deixasse alternativa a tal delito, a não ser a morte. Deveras, um falso profeta pode tornar-se assassino de milhões...
Todavia, se por um lado, era grande a responsabilidade que recaía sobre os ombros de um suposto profeta, por outro, grande seria a responsabilidade do povo quanto a dar-lhe ou não ouvidos. O texto alertava:
"E tem de dar-se que o homem que não escutar as minhas palavras que [o profeta] falar em meu nome, deste eu mesmo exigirei uma prestação de contas." - Deuteronômio 18: 19 (grifo acrescentado)
Vemos, portanto, que a questão do profetizar era, naquele tempo, bastante delicada para os dois lados - tanto o anunciante como seus ouvintes corriam sério risco. Muitos supostos profetas foram perseguidos ou até mesmo mortos. Jesus Cristo chamou Jerusalém de "matadora dos profetas e apedrejadora daqueles que lhe [foram] enviados" (Mateus 23: 37). Por outro lado, previu o surgimento de muitos falsos profetas (Marcos 13: 22). Séculos antes dele, homens como Jeremias, Isaías e outros haviam sofrido intensamente na condição de profetas. Em seus dias, Cristo provavelmente viu alguns arvorarem-se em porta-vozes de Deus, causando bastante tumulto entre os judeus. O livro de Atos - cap. 5 e versículos 36 e 37 - menciona, pelo menos, dois destes, Teudas e Judas. Com o advento do cristianismo e a expectativa de "dons do Espírito Santo" (Pentecostes, 33 E.C.) - entre eles, o dom da previsão -, pretensos 'profetas' começaram a surgir de todos os lados. Novamente as pessoas ficavam em um dilema: seguir um falso profeta ou repudiar um verdadeiro. O problema atingiu uma dimensão tal que o apóstolo Paulo enviou advertências às congregações, alertando-as para o perigo de se deixarem levar pela palavra de indivíduos inescrupulosos que interpretavam as Escrituras a seu próprio modo. Em sua segunda carta a Timóteo - cap. 2 e versículos 17 e 18 -, ele menciona dois desses indivíduos: Himeneu e Fileto. Também, em sua carta aos cristãos de Tessalônica, ele os adverte especificamente quanto a ficarem empolgados com "uma expressão inspirada... [ou] uma mensagem verbal" sugerindo a volta do messias (2 Tessalonicenses 2: 1-3). Vemos, assim, que lidar com pretensos profetas ou interpretadores das profecias é um problema que acompanha a congregação cristã desde seus primórdios. Mas, que dizer dos séculos seguintes?
A História tem revelado, ao longo das eras, um quadro não muito diferente daquele descrito nos dias do apóstolo Paulo. Já no primeiro século, por meio de rabinos, veio à luz aquilo que convencionou-se chamar escatologia - a interpretação das passagens bíblicas que apontam para eventos cataclísmicos, indicadores da vinda do messias e do restabelecimento do Reino de Israel. Rabinos como Akibah ben Joseph (50-132 EC), Nahawendi, Solomon ben Jeroham, Rashi e diversos outros apontaram como biblicamente significativos os anos de 968, 1260, 1352, 1358 e vários outros. O primeiro dessa lista - ben Joseph - passaria para a história como o promotor do princípio "dia-ano", segundo o qual os "dias" proféticos da Bíblia correspondem, na realidade, a anos literais. Sem saber, o rabino fez escola - sua "fórmula" seria usada séculos à frente, tanto por judeus como por cristãos. Desse modo, o trabalho dos rabinos do primeiro século constitui um importante marco na história da escatologia.
O que se tem observado, desde então, é um processo cíclico - o "alvoroço" profético inflama-se a cada período crítico da história humana, naufraga no fracasso das datas apontadas para os eventos bíblicos e adormece por um tempo. Tão logo o mundo volte a enfrentar turbulências - elas inevitavelmente retornam de tempos em tempos -, a "pirotecnia" profética reacende-se e inicia novo ciclo. Foi assim na época das cruzadas, durante a Revolução Francesa e durante as duas guerras mundiais do século 20. Um aspecto significativo é que as gerações busquem situar os cumprimentos proféticos sempre dentro de sua própria época. Do contrário, que interesse lhes despertariam tais previsões?
Por volta do século 12, autores cristãos partiram de onde os rabinos haviam começado, iniciando nova série de especulações sobre a data para o 'fim dos tempos'. Estudiosos das profecias, como Joaquim de Flora (1130-1202), Arnold de Villanova (1235-1313) e dezenas de outros que se seguiram propuseram novas datas para o cumprimento das profecias de Daniel e Apocalipse, arrebanhando muitos adeptos ansiosos para presenciar os espetaculares eventos. O leitor poderá ter a real noção da quantidade de cálculos escatológicos por examinar o quadro abaixo, no qual acham-se listadas 37 previsões cujos autores viveram do século 12 ao 19. É importante frisar que essas foram feitas segundo uma linha de cálculo comum, retratando apenas uma fração dos prognósticos desse período de 700 anos. Ao examinar cada data, pergunte-se o leitor - qual delas cumpriu de forma clara e incontestável as profecias bíblicas? Todas ou nenhuma?
| Autor | Data Proposta |
| Joaquim de Flora | 1260 |
| Arnold de Villanova | 1364 |
| Walter Brute | 1394 |
| Martinho Lutero | 1328 |
| A. Osiander | 1672 |
| J. Funck | 1521 |
| G. Nigrinus | 1701 |
| Aretius | 1572 |
| John Napier | 1576 |
| D. Pareus | 1866 |
| J. Tilinghast | 1656 |
| A. Artopaeus | 1520 |
| Cocceius | 1552 |
| T. Beverley | 1697 |
| P. Jurieu | 1714 |
| R. Fleming | 1848 e 2000 |
| W. Whiston | 1866 |
| Daubuz | 1736 |
| J. P. Petri | 1847 |
| Lowman | 2013 |
| J. Gill | 1866 |
| H. Wood | 1880 |
| J. Bicheno | 1789 |
| Fraser | 1998 |
| G. Bell | 1797 e 1813 |
| E. King | 1798 |
| Galloway | 1849 |
| W. Hales | 1880 |
| W. Cuninghame | 1792 |
| G.S. Faber | 1866 |
| J.H. Frere | 1792 |
| L. Way | 1791 |
| W.C. Davis | 1848 |
| J. Bayford | 1789 |
| J. Fry | 1797 |
| J.A. Brown | 1844 |
Chamamos a atenção do leitor para o último autor listado acima - John Acquila Brown -, pois ele tem papel fundamental na estrutura doutrinária das Testemunhas de Jeová, muito embora a maioria delas não esteja consciente disso. O nome dele é mencionado na obra Proclamadores, pág.134. O livro afirma que ele relacionara as profecias de Daniel e Lucas - algo que não parece estar de acordo com as provas documentais da época. Seu cálculo apontava para o ano de 1844 e foi aceito pelos seguidores do pastor William Miller, mais tarde chamados de Adventistas. Historicamente, diversos movimentos religiosos originaram-se do Adventismo, entre eles a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial de Deus e as Testemunhas de Jeová. Há um notável paralelo em sua escatologia. As duas últimas chegaram a apontar uma mesma data para o Armagedom ('fim do mundo') - 1975. À guisa de exemplo, vejamos alguns trechos extraídos de obras dessas três instituições:
"O aumento fenomenal da guerra, do crime, da violência e do medo são todos sinais da Segunda Vinda de Cristo."
Robert Pierson, escritor Adventista do 7o. Dia
"Todos os sinais apontam para o fato de que nós estamos vivendo no 'Tempo do fim' da presente civilização."
Igreja Mundial de Deus, em uma carta a um leitor da revista Plain Truth ("A Pura Verdade")
"Tem havido guerras, escassez de alimentos, terremotos e pestilências ao longo dos séculos da Era Comum até 1914... Todavia, não tem havido nada que se compare com o que tem ocorrido desde... aquele momentoso ano."
A Sentinela de 1/2/1985 (em inglês)
A similaridade das declarações acima faz parecer que elas têm a mesma origem. Embora originem-se de religiões diferentes, partem de um tronco comum - o Adventismo anglo-americano do século 19. Deve o leitor confiar nas informações dessas fontes? Afinal, como distinguir palpite de profecia?
Os antigos israelitas enfrentavam a mesma questão. No entanto, as escrituras hebraicas contêm a resposta. Reportemo-nos ao texto de Deuteronômio, examinado no início deste artigo:
"E caso digas no teu coração: 'Como saberemos qual a palavra que Jeová não falou?', quando o profeta falar em nome de Jeová e a palavra não suceder nem se cumprir, esta é a palavra que Jeová não falou. O profeta proferiu-a presunçosamente. Não deves ficar amedrontado por causa dele." - Deuteronômio 18: 21,22 (grifo acrescentado)
Um exame das previsões anunciadas por Charles Russell e seus sucessores poderá lançar uma luz sobre esse tema, permitindo ao leitor decidir por si mesmo e com base nos fatos em que categoria enquadrar esse movimento religioso.
Charles Taze Russell - o iniciador do movimento hoje conhecido do público como Testemunhas de Jeová - não demonstrava interesse por escatologia no princípio de seu ministério. Seu nascimento se deu cerca de oito anos após o grande desapontamento do movimento Adventista - o fiasco de 1844. De modo que, já na infância, ele ouvira falar deste evento - William Miller, um pastor batista anunciava a volta de Jesus Cristo para aquela data. Milhares apegaram-se a esta esperança e viram seus sonhos se reduzirem a pó. A frustração teve efeito devastador para muitos adeptos do movimento, ocasionando o abandono de boa parte deles, bem como a fragmentação do grupo original em diversos ramos menores - vários deles propondo novas datas. Certamente o conhecimento destes fatos produziram certa medida de ceticismo no jovem Russell. Todavia, anos no futuro ele próprio envolver-se-ia em expectativas semelhantes.
Russell foi criado como Presbiteriano e, mais tarde, afiliou-se à Igreja Congregacional. Porém, por volta dos 16 anos de idade, teve uma crise de fé e abandonou sua religiosidade. Cerca de um ano depois, em 1869, recobrou a fé após assistir a um culto Adventista, em uma sala na rua do comércio dos Russell. Ele criaria seu próprio grupo no ano seguinte. Ele estava ciente de que alguns Adventistas esperavam a 'segunda vinda' de Cristo para 1873 ou 1874, mas, a princípio, não levou esses números a sério. Na verdade, seu encontro com a escatologia se deu dois anos após mais esse fiasco - em 1876. Por volta dessa época, Russell se deixara influenciar pelas idéias de Joseph Seiss, um pastor luterano da Pensilvânia, o qual reacendeu uma antiga teoria: a vinda do Senhor se daria de forma invisível. Casualmente chegou às mãos de Russell uma publicação de um Adventista cuja noção nesse respeito lhe era familiar. Tratava-se de Nelson Barbour - um ex-seguidor do pastor Miller. Ele esperara a vinda do messias para o ano de 1874. Como nada aconteceu naquele ano, ele compensou o desapontamento por reinterpretar o fenômeno da volta de Cristo como um acontecimento invisível aos olhos físicos. Assim, ele passou a divulgar seus achados em um periódico, Herald of the Morning [Arauto da manhã], o mesmo que chegaria às mãos de Russell. A partir e só a partir do encontro com Barbour - em Filadélfia - Russell abraçaria a escatologia como estandarte de seu movimento. Exatamente quais idéias Russell tomaria emprestadas de Barbour? Vejamos.
Eis, resumidamente, os cálculos de Barbour, mais tarde adotados por Russell:
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Números 14: 34 e Ezequiel 4:6 mencionam uma correspondência entre dia e ano.
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Os 'sete tempos' de Daniel 4: 16, 32 - por essa regra - representam 7 anos ou 2520 dias. Como cada dia equivale a um ano, temos 2520 anos.
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Os 'Tempos dos Gentios' de Lucas 21: 24 correspondem aos 'sete tempos' de Daniel 4: 16, 32.
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Os 2520 anos, contados a partir de 606 AC, levam a 1914 DC como o fim dos 'Tempos dos Gentios' e, portanto, a data do início do milênio de Cristo.
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As "setenta semanas" de Daniel 9: 24 representam 490 dias. Com "um dia por ano", são 490 anos.
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As 2300 'tardes e manhãs' de Daniel 8: 14, os '1260 dias' de Apocalipse 11: 3, os '1290 dias' de Daniel 12:11 e os '1335 dias' de Daniel 12:12 todos representam anos e correspondem, respectivamente, a 2300 anos, 1260 anos, 1290 anos e 1335 anos.
OBS: para mais detalhes sobre cronologia, consulte http://testemunha.orgfree.com/historia.htm
Antes de qualquer coisa, é preciso que se diga - nenhuma dessas idéias é original. Conforme vimos, o esboço de tais cálculos já vinha se definindo séculos antes de Russell nascer. O cálculo de Nelson Barbour era apenas mais um dentre uma infinidade de projeções possíveis. Inúmeras tentativas foram feitas ao longo dos séculos, partindo de eventos distintos e aplicando períodos "proféticos" distintos. Alguns - inclusive os primitivos Pais da Igreja - interpretaram os "dias " bíblicos como literais, enquanto outros grupos aplicaram o princípio "dia-ano". O resultado: datas e eventos para todos os gostos. A pessoa poderia escolher uma previsão ou rejeitar todas, afinal, tudo era uma questão de fé, ou seja, a crença voluntária em uma idéia que pouco ou nada deve à evidência. Vejamos as principais datas defendidas por Russell e alguns de seus predecessores:
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606 AC: a queda de Jerusalém diante do rei babilônico Nabucodonosor; essa data seria mudada para 607 AC.
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454 AC: A ordem para reconstruir as muralhas de Jerusalém e o início dos 2300 "dias" da profecia de Daniel 8: 14 e das "setenta semanas" de Daniel 9: 24; essa data seria mudada para 455 AC.
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36 DC: O fim das "setenta semanas" de Daniel 9: 24 e o início da pregação cristã aos gentios.
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539 DC: Ponto de partida para os 2300 "dias" de Daniel 8: 14, os 1260 "dias" de Apocalipse 13:2, os 1290 "dias" de Daniel 12: 11 e os 1339 "dias" de Daniel 12: 13; corresponde ao começo do domínio papal, no ano seguinte à expulsão dos arianos ostrogodos pelo império romano; a maioria dos Adventistas prefere o ano anterior, ou seja, 538 DC.
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1799 DC: o início do 'Tempo do Fim', correspondendo aos 1260 "dias" e marcado pela deposição do Papa por Napoleão Bonaparte (1798 para a maioria dos Adventistas); essa data seria, no futuro, totalmente descartada.
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1828 DC: o fim dos 1290 "dias" e o início do movimento Adventista de W. Miller; essa data seria esquecida.
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1846 DC: o fim dos 2300 "dias" e a 'purificação do santuário' pela exposição - por parte dos Adventistas - de falsas doutrinas da 'cristandade'; essa data seria igualmente esquecida.
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1873 DC: o fim de 6000 anos de existência humana; essa data seria corrigida em 100 anos.
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1874 DC: o fim dos 1335 "dias" o início da presença de Cristo e da colheita;no futuro, essa data seria transferida para 1914.
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1878 DC: a 'vinda do Senhor' em poder e a ressurreição dos 'escolhidos' que já morreram; essa data seria transferida para 1918.
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1881 DC: o fim da chamada geral para o 'pequeno rebanho' de 144.000 santos e a queda de 'Babilônia, a Grande'; essa data seria totalmente descartada.
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1914 DC: o fim dos 'Tempos dos Gentios' e da 'Grande Tribulação', culminando com o Armagedom, a purificação da terra e a restauração dos Judeus naturais na Palestina; a data seria mantida, mas os eventos relacionados seriam totalmente modificados.
As datas acima foram obstinadamente defendidas por Russell até sua morte, em 1916. Todavia, o cronograma acima tornou-se totalmente obsoleto. Nenhuma Testemunha de Jeová o defende hoje em dia e boa parte dos adeptos nem ao menos o conhece. Em outras palavras, nem sequer uma dentre as previsões acima materializou-se da forma como o 'pastor' Russell previa.
Há uma dificuldade adicional: uma das datas acima, 606 AC, apontada como marcando a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, não tem qualquer base histórica ou arqueológica. Nenhuma enciclopédia no mundo lhe dá suporte. Nenhum historiador a defende. Todo o peso das evidências coletadas até hoje aponta para cerca de vinte anos mais tarde, ou seja, 586/587 AC.
Mesmo diante do fracasso óbvio das previsões anteriormente descritas, os sucessores de Russell não se deram por vencidos. Todo o cronograma "profético" foi convenientemente reformulado e novas datas foram propostas. O Armagedom fora, por assim dizer, adiado. Por agirem assim, perpetuaram o ciclo anteriormente descrito - previsão, fracasso e nova previsão. Eis as datas seguintes, validadas entre 1917 e 1942:
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1914 DC: início do 'Tempo do Fim' e da 'presença' de Jesus Cristo; descartavam-se 1799 e 1874.
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1918 DC: início da ressurreição dos 'santos', destruição de 'Babilônia, a Grande', anarquia mundial; descartava-se 1878.
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1920 DC: desaparecimento das repúblicas, 'fogo' divino contra a cristandade.
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1925 DC: o fim da anarquia mundial, a ressurreição de patriarcas bíblicos e a restauração do Israel natural.
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1935 DC: surgimento da 'Grande Multidão', os herdeiros do paraíso terrestre.
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1941 DC: restam apenas "meses" antes do Armagedom.
Esse novo cronograma não permaneceria intocado por muitos anos. Novamente, nenhum dos eventos previstos se cumpriu (visivelmente, pelo menos). Das seis datas acima, três não têm mais qualquer significado para as Testemunhas de Jeová: 1920, 1925 e 1941. E outras duas - 1914 e 1918 - enfrentam sérias dificuldades à medida que o tempo passa. Contudo, a criatividade escatológica dos dirigentes da Sociedade Torre de Vigia (entidade jurídica das Testemunhas de Jeová) não parou por aí. A partir da década de 60, o ano de 1975 foi apontado como biblicamente significativo, pois havido sido detectado um erro de 100 anos no cálculo do tempo de existência do homem na terra. O ano de 1874 era, portanto descartado e 1975 ocuparia seu lugar. Mais uma onda de expectativas varreria a comunidade das Testemunhas de Jeová, da mesma forma que já ocorrera em 1914, 1918, 1925 e 1941. E, como das outras vezes, novo desapontamento se abateria sobre elas...
Bem, façamos um balanço geral da precisão "profética" da Sociedade Torre de Vigia durante sua primeira presidência. Das 12 datas-chave propostas por Russell e tenazmente defendidas por ele:
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Duas seriam corrigidas: 606 AC e 454 AC.
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Sete seriam descartadas: 1799 DC, 1828 DC, 1846 DC, 1873 DC, 1874 DC, 1878 DC e 1881 DC.
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Os eventos associados à mais importante data mantida - 1914 - foram alterados.
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Nenhum dos eventos previstos se materializou.
Agora, verifiquemos o desempenho das presidências seguintes. Das sete datas-chave propostas:
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Quatro seriam totalmente descartadas: 1920, 1925, 1941 e 1975.
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Parte dos eventos previstos para 1918 foram totalmente descartados.
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As três "sobreviventes" - 1914, 1918 e 1935 - apóiam-se sobre uma cronologia fragílima, a cada dia mais difícil de sustentar, e seus eventos, assim como os de outras datas já descartadas, jamais puderam ser comprovados, a não ser pela "fé", já que alguns deles são "invisíveis".
Os resultados acima são plenamente compatíveis com o método de tentativa e erro. Um exame da história da escatologia, conforme vimos, dificilmente atribuirá às Testemunhas de Jeová um índice de acerto superior às dezenas de outros escatologistas ao longo dos séculos. Elas não acertaram mais do que Akibah ben Joseph, Joaquim de flora, John Acquila Brown ou Nelson Barbour. Distinguir Russell ou qualquer de seus sucessores dentre todos os autores de previsões proféticas dificilmente seria uma atitude isenta. Todavia, essa é - conscientemente ou não - a atitude de cada Testemunha de Jeová. Isso nada mais é do que um reflexo da submissão delas à Sociedade Torre de Vigia quando esta afirma receber "orientação" e "direção" da parte de Deus:
"A organização visível de Deus hoje também recebe orientação e direção teocráticas. Na sede das Testemunhas de Jeová, em Brooklyn, Nova Iorque, existe um corpo governante de anciãos cristãos... que dão a necessária supervisão.."
- Poderá Viver Para Sempre... , 1982, p. 30 (em inglês)
Com respeito a sua cronologia, ela disse:
"Esta cronologia não é de homem algum, mas de Deus.'
- A Sentinela de 15/7/1922, p. 217 (em inglês)
A Sociedade Torre de Vigia também afirma, referindo-se a si própria:
"Ela é a única para qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um livro lacrado... a única organização na terra que compreende as 'coisas profundas de Deus'!"
- A Sentinela de 1/1/1974, p. 18 (em português)
A simples análise estatística aqui exposta é - creio - mais do que suficiente para lançar sérias dúvidas quanto às afirmações acima. Afinal, afirmar que Deus está por trás de uma cronologia com índice de acerto ao redor de zero, indubitavelmente, é lançar descrédito sobre a idéia de um Deus inerrante. É produzir escárnio sobre seu poder. Se os membros do corpo governante das Testemunhas de Jeová, de fato, recebem "orientação" divina e constituem o "único" intérprete da Bíblia, seria o caso de indagar se Deus errou ou eles mesmos erraram, se Deus os conduziu em seu caminho ou eles próprios saíram tateando. O peso das evidências obriga-nos a reconhecer que eles mesmos erraram, o que suscita perguntas perturbadoras: poderiam as Testemunhas de Jeová estar atualmente propagando mais erros? Em caso afirmativo, quem responderá pelas conseqüências deles?
Jan Haugland
A Sociedade Torre de Vigia concorda que a lei de Moisés já não se aplica aos cristãos. No entanto, a Sociedade diz que esta regra particular sobre não comer sangue foi repetida para os cristãos no assim chamado decreto apostólico pelo concílio apostólico em Jerusalém. O argumento deles diz isto:
"Observe o que aconteceu quando, anos depois da morte de Jesus, surgiu uma questão a respeito de se quem se tornasse cristão tinha de guardar todas as leis de Israel. Isto foi discutido num concílio do corpo governante cristão, que incluía os apóstolos. Tiago, meio-irmão de Jesus, referiu-se aos escritos que continham as ordens sobre o sangue, declaradas a Noé e à nação de Israel. Seriam elas obrigatórias para os cristãos? -- Atos 15:1-21.
"Aquele concílio enviou sua decisão a todas as congregações: Os cristãos não precisavam guardar o código dado a Moisés, mas era 'necessário' que eles 'persistissem em abster-se de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas [carne não-sangrada], e de fornicação'. (Atos 15:22-29) Os apóstolos não estavam apresentando um mero ritual ou um regulamento dietético. O decreto estabelecia normas éticas fundamentais, que os cristãos primitivos acataram. Cerca de uma década depois, eles reconheceram que ainda deveriam 'guardar-se do que é sacrificado a ídolos, bem como de sangue e da fornicação'. -- Atos 21:25." (Como Pode o Sangue Salvar a Sua Vida? (1990), p. 5)
É espantoso que esta brochura de 32 páginas trate o texto bíblico de forma tão descuidada. A Sociedade Torre de Vigia nunca forneceu uma análise cuidadosa desta passagem bíblica que é a pedra angular da sua posição sobre o sangue. Os versículos usados como textos de prova são tirados do contexto de forma desonesta.
Em praticamente todo o comentário bíblico jamais escrito sobre o livro de Atos, está cuidadosamente demonstrado quão errada é essa aplicação. Os contra-argumentos que apresentaremos agora são completamente desconhecidos para a vasta maioria das Testemunhas de Jeová. A Sociedade Torre de Vigia nunca tentou seriamente responder a estes contra-argumentos e nem sequer cita todos os textos bíblicos relevantes quando trata o assunto do sangue.
Antecedentes
Um dos problemas mais importantes na primitiva congregação cristã era o relacionamento entre gentios e cristãos. Embora a nova religião tivesse as suas origens no Judaísmo, um número significativo de membros eram não-judeus. Alguns cristãos judeus argumentaram que os gentios convertidos tinham de ser circuncidados e tinham de obedecer à Lei, vivendo assim como prosélitos judeus. Paulo, que tinha sido largamente responsável por trazer gentios para dentro da congregação cristã, discordava.
"Certos homens desceram então da Judéia e começaram a ensinar os irmãos: "A menos que sejais circuncidados, segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos." 2 Mas, quando havia ocorrido não pouca dissensão e disputa com eles da parte de Paulo e Barnabé, providenciaram que Paulo e Barnabé, e alguns outros deles, subissem até os apóstolos e anciãos em Jerusalém, com respeito a esta disputa." (Atos 15:1-2)
É evidente a partir de muitas passagens do Novo Testamento que os conflitos entre cristãos gentios e cristãos judeus foram longos e exaltados. Paulo e Barnabé estavam entre aqueles que argumentavam que não era necessário obedecer à Tora. Contra eles estavam "certos homens" da Judéia, provavelmente de Jerusalém, que tinham vindo a Antioquia para se certificarem de que Paulo ensinava os novos convertidos segundo a tradição de Moisés.
Não havia outra razão para ir a Jerusalém exceto o fato de "certos homens" terem vindo desse lugar. A "congregação mãe" em Jerusalém naturalmente gozava de um certo estatuto, e é provável que os homens judeus tivessem invocado a autoridade dos apóstolos, dando assim a impressão de que o ensino controverso vinha dos próprios apóstolos (veja Atos 15:24). Consequentemente, para encontrar a origem da mensagem controversa e para descobrir se este era mesmo o ensino dos apóstolos, a congregação de Antioquia enviou Paulo e Barnabé a Jerusalém.
Uma vez chegados ali, eles foram calorosamente recebidos, mas também houve oposição:
"Contudo, alguns dos da seita dos fariseus, que haviam crido, levantaram-se dos seus assentos e disseram: "É necessário circuncidá-los e adverti-los que observem a lei de Moisés."" (Atos 15:5)
Porém, estes homens ficaram sem apoio no debate, a julgar pelo curto sumário do concílio que encontramos no livro de Atos. Pedro afirmou enfaticamente:
"Ao contrário, confiamos em ser salvos por intermédio da benignidade imerecida do Senhor Jesus, do mesmo modo como também essas pessoas." (Atos 15:11)
A benignidade imerecida, ou graça, e não obras de qualquer tipo, era a base para a salvação. Depois de ouvir os relatórios de Paulo e Barnabé sobre as maravilhas que o espírito realizara entre os gentios, Tiago deu o impressionante discurso que iria dar por terminado este "concílio apostólico".
A decisão
A tensão entre cristãos judeus e cristãos gentios era um problema que precisava de solução. Tal como Paulo e Pedro, Tiago afirmou enfaticamente que não se devia exigir dos gentios que obedecessem à Tora. Porém, para diminuir as tensões, Tiago disse:
"Por isso, a minha decisão é não afligir a esses das nações, que se voltam para Deus, 20 mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue." (Atos 15:19-20)
A Sociedade Torre de Vigia alega que estas regulações eram eternas e vinculativas para toda a humanidade, e consequentemente eram uma exigência para que todos os cristãos se abstivessem de sangue. Mas o texto não diz isso. O que é discutido não é o conjunto mínimo de princípios a que um cristão tem de obedecer, visto que há vários de tais princípios que não estão incluídos aqui, como por exemplo não mentir, não matar, etc. Por que é que Tiago só menciona estas quatro coisas? A chave é dada por Tiago no versículo seguinte:
"Pois, desde os tempos antigos, Moisés tem tido em cidade após cidade os que o pregam, porque ele está sendo lido em voz alta nas sinagogas, cada sábado." (Atos 15:21)
Sim, a razão para esta recomendação é que Moisés é lido em voz alta cada sábado. Note que a palavra "Pois" é uma continuação direta das palavras anteriores. Como é que a leitura de Moisés pode ser uma causa direta para se escrever aos gentios que se abstenham de sangue?
A resposta pode ser encontrada examinando quais são as quatro coisas enumeradas aqui. Recordemos o resumo dos regulamentos de Levítico 17:1 a 18:27. Estas eram algumas partes específicas da lei dietética, nomeadamente, eram aquelas partes que também se aplicavam aos estrangeiros vivendo em Israel. As regras que Tiago pediu que os cristãos gentios aceitassem eram exatamente as mesmas regras que um estrangeiro vivendo em Israel tinha de aceitar. Ele tinha de se abster de ofertas de alimento aos ídolos, de comer sangue e animais estrangulados (evidentemente incluindo aqueles que tinham morrido por si mesmos), e tinha de respeitar as leis relativas ao sexo, que iam muito para além da definição de "fornicação" que um gentio conhecia.
As quatro coisas que Tiago enumerou são os mesmos regulamentos que encontramos em Levítico 17 e 18, e até são enumerados pela mesma ordem.
É sobre isto que a Sociedade Torre de Vigia não quer que os seus seguidores pensem. As palavras em Atos 15:21 "Pois, desde os tempos antigos...", não têm significado rigorosamente nenhum se estas são leis absolutas e universais de Deus para a humanidade. Como é que a leitura da lei de Moisés em sinagogas judaicas podia ser uma razão para gentios aderirem a leis universais? Ao contrário, faz todo o sentido quando compreendemos que estas eram as leis mínimas a que um cristão gentio tinha de obedecer para ser de algum modo aceite numa comunidade judaica.
Nas partes orientais do Império Romano, fora da Palestina, cerca de 15 a 20% da população era constituída por judeus. Normalmente os judeus e os gentios não se associavam uns com os outros (veja Gálatas 2:11-14). No entanto, se os cristãos gentios aceitassem estes regulamentos estabelecidos para estrangeiros vivendo em Israel, seria socialmente mais aceitável para os cristãos judeus associar-se com eles. Esta condição para a associação era bem conhecida, não só para os judeus, mas também para gentios. Tiago referiu-se a este fato quando resumiu rapidamente a lei em Levítico 17:1 a 18:27 com as palavras "que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue".
Esta é a explicação que reúne o acordo da vasta maioria dos peritos:
"O motivo para emitir o Decreto Apostólico, deve notar-se, foi resolver a questão de saber se devia exigir-se que os gentios convertidos ao cristianismo se submetessem ao ritual da circuncisão e cumprissem os outros estatutos mosaicos. O Concílio decidiu que tal observância não era requerida para a salvação; contudo, ao mesmo tempo, com o objetivo de evitar ofender desnecessariamente os cristãos judeus (e judeus que consideravam a hipótese de tornar-se cristãos), o Concílio pediu aos gentios convertidos que fizessem certas concessões por razões de prudência, abstendo-se daqueles atos que ofenderiam os escrúpulos judeus e que impediriam o convívio social [entre gentios e judeus], incluindo a participação em comum na Ceia do Senhor."1
"Continuava a haver, porém, um problema prático. Na maioria das igrejas os crentes gentios tinham de viver lado a lado com crentes judeus, que tinham sido educados na observância de várias leis alimentares e a evitar tanto quanto possível o convívio social com gentios. Embora já não fosse necessário requerer aos gentios que se submetessem à lei cerimonial, eles fariam bem em comportar-se de um modo que mostrasse consideração para com os seus "irmãos mais fracos" de nascimento judeu, pois não se podia esperar que todos estes adquirissem uma perspectiva tão emancipada em relação às leis alimentares como Pedro e Paulo. Portanto, sem comprometer a liberdade cristã dos gentios, Tiago apresentou a sua opinião considerada de que devia pedir-se-lhes que respeitassem os escrúpulos dos seus irmãos judeus, evitando carne que tinha associações idólatras ou que não tivesse sido devidamente sangrada, e por conformarem-se ao alto código judeu de relações entre os sexos em vez de continuarem contentes com os padrões pagãos mais baixos a que tinham sido habituados. Isto suavizaria o caminho da associação social e à mesa [das refeições] entre os cristãos de nascimento judeu e gentio."2
"[Versículo] 20. mas devemos instruí-los: A ligação adversativa disto a "afligir" (v. 19), e a recapitulação dos versículos 10-11 no versículo 19, demonstram que o 'decreto' é uma concessão em vez de uma imposição, tornando possível a vida e as refeições em comum sem lançar qualquer ônus sobre os recém-chegados. As quatro condições (também no versículo 28; 21:25) parecem ser quatro das coisas proscritas em Levítico 17-18 para estrangeiros residindo em Israel: carne oferecida a ídolos, comer sangue e comer animais estrangulados (não mortos segundo o ritual), e relações sexuais com parentes próximos".3
Esta interpretação também é apoiada por vários outros versículos da Bíblia que a Sociedade Torre de Vigia se vê obrigada a explicar de forma diferente. Examinemos em primeiro lugar a conclusão do concílio. Eis os versículos tão bem conhecidos, e tão pouco compreendidos, pelas Testemunhas de Jeová:
"Mandamos, portanto, Judas e Silas, para que eles também possam relatar as mesmas coisas por palavra. 28 Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: 29 de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!" (Atos 15:27-29)
As Testemunhas de Jeová geralmente interpretam isto como uma ordem para se abster de, entre outras coisas, sangue. Porém, tal como várias fontes acima citadas notaram, o texto não é uma ordem. O bem conhecido comentarista bíblico F. F. Bruce diz:
"Embora o grego do N[ovo] T[estamento] seja bem fornecido de verbos de ordem, é digno de nota, conforme F. J. A. Hort frisou, que nenhum deles seja usado aqui."4
Mesmo que este texto se aplicasse a cristãos que vivem hoje, as próprias palavras testificam que definitivamente não é uma ordem. Bruce também cita Hort como tendo dito que o texto é "uma forte expressão de opinião, mais do que conselho e menos do que uma ordem."5 A partir daqui, compreendemos que quando o concílio disse "estas coisas necessárias", referia-se a coisas necessárias para evitar conflito entre cristãos judeus e gentios, que era o motivo da toda a controvérsia desde o início.
Vários outros versículos bíblicos apoiam esta conclusão:
Atos 21 -- "Todos eles são zelosos da Lei"
A fricção entre cristãos judeus e gentios não terminou com o assim chamado decreto do Concílio Apostólico de Atos capítulo 15. Antes pelo contrário, quando Paulo voltou a Jerusalém algum tempo depois ele viu-se metido no meio da mesma discussão. Tiago disse-lhe:
"Observas, irmão, quantos milhares de crentes há entre os judeus; e todos eles são zelosos da Lei. 21 Mas eles ouviram rumores a respeito de ti, de que tens ensinado a todos os judeus entre as nações uma apostasia contra Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem os seus filhos nem andem nos costumes [solenes]. 22 O que se há de fazer, então, a respeito disso?" (Atos 21:20-22)
Obviamente, embora Tiago e toda a congregação em Jerusalém já tivessem decidido que isto estava de fato correto, muitos tinham dificuldade em engolir isso, especialmente os judeus de conversão mais recente. Com efeito, já era suficientemente grave que os gentios não fossem obrigados a seguir a Tora, mas a conclusão óbvia de que os cristãos judeus também não precisavam de a seguir era tão controversa que Tiago nem sequer se atreveu a levantá-la. Antes pelo contrário, Tiago delineou duas linhas de ação para acabar com os assim chamados rumores de que Paulo estava a falar contra Moisés: Paulo devia realizar um ritual judaico bem conhecido, a purificação cerimonial, junto com quatro homens cristãos judeus muito obedientes à Lei. Isto daria a todos os judeus a impressão de que os rumores eram falsos e que Paulo estava 'guardando também a Lei'.
Tiago e os outros, conforme vimos, já tinham enviado uma carta instruindo os cristãos gentios a não ofenderem os judeus:
"Quanto aos crentes dentre as nações, já avisamos, dando a nossa decisão, de que se guardem do que é sacrificado a ídolos, bem como do sangue e do estrangulado, e da fornicação." (Atos 21:25)
Estas duas linhas de ação foram levadas a cabo para evitar ofender os cristãos judeus. O contexto e a mensagem de ambas as ocorrências da lei contra o sangue no Novo Testamento (Atos 15 e 21) é que esta lei era unicamente para evitar fazer tropeçar os irmãos judeus. Esta não era uma lei universal para todos os homens, era unicamente uma questão de respeito pelas consciências dos cristãos judeus.
1 Coríntios 8 -- Carne oferecida a ídolos
Paulo trata da questão de fazer outros tropeçar versus liberdade na sua primeira carta aos Coríntios. O assunto que foi tratado em Jerusalém e que discutimos acima, é tratado diretamente por Paulo nesta carta. Aqui, ele confirma diretamente que a regra sobre abster-se de ofertas a ídolos (e isto tem naturalmente de se aplicar de forma igual ao sangue) não era uma lei universal, era antes uma recomendação feita para evitar que outros tropeçassem:
"Agora, acerca dos alimentos oferecidos a ídolos: sabemos que todos nós temos conhecimento. [...] 4 Ora, acerca de comer alimentos oferecidos a ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há Deus senão um só. [...] 7 Não obstante, nem em todos há tal conhecimento; mas alguns, acostumados até agora com o ídolo, comem o alimento como algo sacrificado a um ídolo, e a consciência deles, sendo fraca, fica poluída." (1 Coríntios 8:1, 4, 7)
Isto coloca um problema significativo à interpretação da Sociedade Torre de Vigia sobre Atos 15. A solução óbvia, que a interpretação da Sociedade Torre de Vigia está errada, é evidentemente inaceitável para eles. Se admitissem que a interpretação está errada, podiam perder muito prestígio, e foi derramado tanto sangue literal ao ser seguida a proibição do sangue que esta tem de ser defendida a todo o custo. A Sentinela de 1.º de abril de 1979, pp. 31-32, tenta responder a isto numa coluna de "Perguntas dos Leitores":
"Será que o apóstolo Paulo discordou do corpo governante do primeiro século na questão de comer carne oferecida aos ídolos, conforme alguns concluem em vista da comparação de Atos 15:28, 29, com 1 Coríntios, capítulo 8?"
O modo como a pergunta está redigida pressupõe uma interpretação de Atos 15 para a qual não há apoio no próprio texto. É óbvio que a Sociedade Torre de Vigia não se quer arriscar a fazer a pergunta correta nas suas revistas, pois isso poderia levar algumas Testemunhas a pensar com clareza. De modo que a Sociedade Torre de Vigia toma a sua interpretação de Atos 15 como um dado adquirido, e constrói uma possível auto-contradição na Bíblia. Assim o leitor terá a sua atenção focada na resolução da aparente contradição, e vemos que a Sociedade Torre de Vigia afasta cuidadosamente a atenção de toda e qualquer idéia que pudesse sugerir que a solução [da contradição] está na interpretação errada da Sociedade Torre de Vigia quanto à situação que estava por detrás do concílio apostólico, e não na interpretação das palavras "carne oferecida a ídolos".
E no entanto, é esta última a explicação que a revista apresenta. A pergunta correta não é feita na revista, por medo de dizer às Testemunhas de Jeová que este argumento existe, mas ainda assim a Sociedade Torre de Vigia tenta lidar com o argumento neste artigo, que declara:
"O que o decreto em Atos 15:28, 29, proibia era o cristão participar numa cerimônia formal, religiosa, ou cometer um ato de idolatria. Os que sacrificavam um animal ao ídolo obtinham parte da carne para comer. Fazerem isso era claramente um ato religioso; era considerado como participando numa refeição com o deus pagão. (Êxo. 34:15; Deu. 32:17; 1 Cor. 10:18-21) Os cristãos absolutamente não podiam fazer isso. O decreto do corpo governante cristão havia proibido isso, e Paulo estava de pleno acordo. Escreveu: "Portanto, meus amados, fugi da idolatria." -- 1 Cor. 10:14; 1 Tes. 1:9." (A Sentinela, 1.º de abril de 1979, pp. 31-32)
Isto não é uma resposta, é uma contradição direta do que o texto da Bíblia diz! Atos 15:29 e 1 Coríntios 8:4 usam exatamente a mesma palavra grega. Em ambos os textos a palavra é eudolóthutos, conforme se pode confirmar consultando a Kingdom Interlinear Translation [Tradução Interlinear do Reino] da Sociedade Torre de Vigia. No entanto, a Tradução do Novo Mundo, que afirma ser uma tradução literal, diz "coisas sacrificadas a ídolos" em Atos 15:29 e "alimentos oferecidos a ídolos" em 1 Coríntios 8:4, não havendo qualquer outra razão [para traduzir a mesma palavra (eudolóthutos) de modo diferente nos dois textos] que não seja esconder as similaridades.
Não existe evidência absolutamente nenhuma de que o decreto apostólico fosse sobre "participar numa cerimônia formal, religiosa, ou cometer um ato de idolatria". Conforme vimos, Paulo usa exatamente a mesma expressão que Lucas usou em Atos 15:29. Não há nada no contexto, ou na expressão, que indique que Atos se refere a qualquer outra prática além de comer carne oferecida a ídolos. Embora Atos 15:20 use uma expressão diferente (a Tradução do Novo Mundo diz "coisas poluídas por ídolos"), isto não dá apoio nenhum à Sociedade Torre de Vigia. A carta final e a expressão oral que Tiago usou tinham de significar exatamente a mesma coisa, caso contrário a carta não seria entendida corretamente. Não há evidência de que esta expressão se referia a outra coisa que não fosse pura e simplesmente "carne oferecida a ídolos", e vimos isto confirmado em Atos 21.
Estes dois textos juntos provam que o texto em Atos 15:28, 29 não é um mandamento universal. Era uma forte recomendação para os cristãos gentios seguirem certas regras da Tora para evitar fazer tropeçar os seus irmãos judeus. Paulo confirma isto, e apoia a mesma recomendação, mas também declara que desde que não se faça tropeçar um irmão, é perfeitamente aceitável comer este alimento.
Finalmente, aqueles que hoje insistem em argumentar sobre leis dietéticas fariam bem em acatar o seguinte aviso do próprio Jesus Cristo:
"Não há nada de fora dum homem passando para dentro dele que possa aviltá-lo; mas as coisas que procedem do homem são as que aviltam o homem. [...] 21 pois, de dentro, dos corações dos homens, saem raciocínios prejudiciais". (Marcos 7:15, 21)
Notas
1 Bruce M. Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament, (Londres: United Bible Societies, 1971-1975), p. 430.
2 F. F. Bruce, Commentary on the Book of the Acts, (Grand Rapids, Mi: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1962), p. 311.
3 Richard J. Dillon, The New Jerome Biblical Commentary, (Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1990), p. 752.
4 F. F. Bruce, Commentary on the Book of the Acts, (Grand Rapids, Mi: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1962), p. 315.
5 F. F. Bruce, The Acts of the Apostles, 1990, p. 346.

